Decisão da administração Trump gera polêmica entre defensores do meio ambiente e consumidores
Decisão para manter usina de carvão em funcionamento gera custos de R$ 113 milhões aos consumidores.
Custos da usina de carvão em Michigan sob ordem de Trump
A decisão da administração Trump de manter a usina de carvão JH Campbell, localizada em Michigan, ativa custou até agora cerca de R$ 113 milhões aos consumidores da região. A ordem, emitida em maio, ocorreu quando a usina, já com 63 anos de operação, estava programada para ser desativada. Com essa medida, o Departamento de Energia dos EUA ordenou que a usina permanecesse aberta por mais 90 dias, gerando indignação entre defensores do meio ambiente e grupos de consumidores.
A usina, que emite altos níveis de poluição tóxica e gases de efeito estufa, é considerada desnecessária por muitos especialistas. De acordo com a empresa operadora, Consumers Energy, a ordem imposta pela administração Trump resultou em custos diários de aproximadamente R$ 3,1 milhões. Em uma conferência com investidores no final de outubro, o CEO da Consumers Energy, Gary Rochow, confirmou que a administração havia determinado que os consumidores arcariam com esses custos.
Impactos da decisão sobre os consumidores
O impacto financeiro da decisão é sentido por famílias em todo o meio-oeste dos EUA, que fazem parte da rede Miso, abrangendo estados como Montana e Michigan. A procuradora-geral de Michigan, Dana Nessel, já apresentou uma moção em tribunal federal, alegando que a ordem da administração é “arbitrária e ilegal”. A polêmica em torno da usina Campbell não é isolada; ela se insere em um contexto mais amplo de esforços do governo para manter a operação de usinas de carvão, que estão sendo questionadas em múltiplas ações judiciais.
Ambas as usinas de carvão em Michigan, incluindo a JH Campbell, são responsáveis por cerca de 45% da poluição por gases de efeito estufa do estado. A decisão de manter a usina em funcionamento contraria planos anteriores que visavam o fechamento, com a Consumers Energy projetando uma economia de R$ 3 bilhões até 2040 caso a usina fosse desativada.
Consequências ambientais e jurídicas
A planta JH Campbell é uma das duas usinas de carvão no estado que foram alvo da ordem de emergência energética da administração Trump. Ao manter a operação da usina, as autoridades alegam que a confiabilidade da rede elétrica está em risco, uma afirmação que foi contestada por dados de agências reguladoras, que mostraram que a rede Miso teve capacidade de geração de energia suficiente durante períodos de pico, mesmo sem a contribuição da usina.
Além dos custos financeiros, a operação da usina gera impactos ambientais significativos. Relatórios indicam que a usina libera grandes quantidades de dióxido de carbono, dióxido de enxofre e matéria particulada, além de poluir fontes de água locais com substâncias tóxicas como arsênio e chumbo.
Os críticos da decisão afirmam que a continuidade das operações da usina irá aumentar os custos de energia para as residências e empresas, tornando a situação insustentável para os consumidores. O futuro da usina ainda é incerto, uma vez que as ações judiciais contra a administração Trump continuam a se desenrolar e a pressão por soluções energéticas mais limpas e sustentáveis aumenta.
O futuro da energia em Michigan
A situação da usina JH Campbell e outras usinas de carvão em Michigan reflete um dilema maior sobre o futuro da energia nos Estados Unidos. Com a crescente pressão para reduzir as emissões de carbono e promover fontes de energia renovável, o governo enfrenta um desafio significativo. As decisões tomadas agora podem moldar a paisagem energética do país nas próximas décadas, e a resistência a essas mudanças pode ter consequências duradouras para a economia e o meio ambiente.
Fonte: www.theguardian.com
Fonte: Jim West/UCG/Universal Images Group via Getty Images