A psicóloga Renata Fornari discorre sobre as consequências emocionais da partida precoce de uma mãe
A morte precoce de Debora Maia levanta questões sobre o impacto emocional dessa perda. Especialista analisa as consequências.
Morte de Debora Maia e suas repercussões emocionais
A morte precoce de uma mãe, como ocorreu com Debora Maia, encontrada sem vida em seu apartamento no Rio de Janeiro, é um evento que pode impactar profundamente as filhas, Yasmin e Mel Maia. A especialista em autoconhecimento e autoamor, Renata Fornari, analisa como essa perda não representa apenas a ausência física. Ela explica que a morte de uma mãe é um rompimento interno, levando consigo uma referência de pertencimento que sustenta a vida emocional de uma pessoa.
O luto como um processo individual
Fornari enfatiza que o luto é um processo extremamente pessoal e pode manifestar-se de diversas maneiras. “Quando uma mãe parte cedo, vai junto uma bússola, uma referência de pertencimento”, reflete a especialista, ressaltando que essa experiência é uma das mais difíceis na vida de uma pessoa. A perda precoce de uma mãe pode abrir feridas que, muitas vezes, não cicatrizam facilmente. Algumas mulheres podem se tornar mais duras, enquanto outras se recolhem ou seguem em frente como se nada tivesse acontecido.
Movimentos de enfrentamento do luto
A psicóloga explica que o enfrentamento desse luto envolve três movimentos importantes. O primeiro é acolher as próprias emoções, reconhecendo que o luto não é linear e que vem em ondas. Essa aceitação é crucial para a saúde emocional. O segundo movimento envolve o reaprender a existir sem a presença da mãe, um processo que pode ser assustador, mas necessário para a recuperação. “Quando a mãe vai embora, é preciso cuidar de si mesma de um jeito novo. É quase como renascer adulta”, afirma Renata.
Criando um espaço interno para a mãe
O terceiro passo destacado por Renata Fornari é a criação de um espaço interno para a mãe, permitindo que a conexão emocional persista mesmo após a perda física. “A gente não perde a mãe por completo. A conexão de afeto continua e precisa ser ressignificada”, diz a especialista. Essa ressignificação é essencial para que a dor da perda não se torne uma carga insuportável, mas sim um espaço de lembranças e amor.
Padrões emocionais ativados pela perda
Além disso, a especialista comenta que a perda de uma mãe pode ativar padrões emocionais existentes, como o medo de criar novos vínculos ou a necessidade de controle. O luto profundo não cria armaduras, mas revela as que já existiam, e nesse momento, as mulheres precisam de acolhimento e permissão para não se sentirem fortes o tempo todo. Essa análise de Renata Fornari proporciona uma reflexão importante sobre a complexidade da dor da perda e a necessidade de suporte emocional em tempos difíceis.
Fonte: www.purepeople.com.br
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