Organização russa alega que aplicativo é ferramenta para crimes e recrutamento
O governo russo ameaça bloquear o WhatsApp, alegando uso em atos terroristas.
O Serviço Federal de Supervisão de Comunicações da Rússia, conhecido como Roskomnadzor, anunciou que a Rússia pode proibir o uso do WhatsApp em seu território. Em uma declaração feita na sexta-feira (28/11), o órgão acusou a Meta, a empresa responsável pelo aplicativo, de não cumprir as normas estabelecidas pela legislação russa.
Segundo o Roskomnadzor, o WhatsApp é utilizado para “organizar e realizar atos terroristas no país, recrutar executores e para fraudes e outros crimes”. Essa alegação levanta preocupações sobre a segurança das comunicações dentro da Rússia, especialmente em um contexto de crescente vigilância governamental.
A Meta, por sua vez, refutou as acusações, afirmando que as alegações do Kremlin são infundadas e que a empresa busca garantir o direito dos cidadãos a uma comunicação segura e privada. A disputa entre a Meta e o governo russo reflete uma tensão crescente sobre a liberdade de expressão e a privacidade na era digital.
Restrições anteriores no uso de aplicativos
Em agosto de 2025, o governo russo já havia imposto restrições ao uso de chamadas de áudio e vídeo no WhatsApp e no Telegram, alegando que essa medida era uma forma de combater atividades criminosas. As autoridades afirmaram que as chamadas nos aplicativos estavam sendo usadas para que criminosos aplicassem golpes e envolvessem cidadãos em atividades de sabotagem e terrorismo.
Os aplicativos de mensagens mais populares na Rússia incluem o WhatsApp e o Telegram. O governo tem desaconselhado o uso dessas plataformas e exigido que as empresas forneçam dados sobre usuários para investigações. Essa postura sugere uma tentativa do Kremlin de controlar a comunicação digital e monitorar atividades que considera ameaçadoras.
Novas iniciativas do governo
Em resposta a essas preocupações, o governo de Vladimir Putin tem promovido o uso de um novo aplicativo de mensagens denominado MAX. No entanto, esse aplicativo tem enfrentado críticas, uma vez que muitos usuários acreditam que ele pode fornecer dados de rastreamento ao governo, levantando questões sobre privacidade e segurança.
Para muitos observadores, a ameaça de proibição do WhatsApp é mais um passo na direção de uma maior censura e controle sobre as comunicações na Rússia. Como a situação se desenrola, o futuro do WhatsApp e de outros serviços de mensagens no país permanece incerto, com implicações significativas para a liberdade de expressão e a privacidade dos cidadãos.
Em um cenário global onde a privacidade digital é cada vez mais valorizada, a Rússia parece seguir um caminho diferente, priorizando a segurança nacional em detrimento das liberdades individuais. A situação merece atenção contínua, pois pode influenciar o uso de tecnologias de comunicação e a dinâmica social no país nos próximos anos.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Vinícius Schmidt/Metrópoles