Cristiana Vilas Boas denuncia exploração da memória de Ângela Diniz

ns mostra Doca Street e Ângela Diniz

Filha da socialite critica lançamento de livro do assassino e relembra dor da família

Cristiana Vilas Boas, filha de Ângela Diniz, protesta contra livro lançado pelo assassino da mãe e relembra a dor da família.

Cristiana Vilas Boas denuncia exploração da memória de Ângela Diniz em meio a lançamento de livro

Em 29 de novembro de 2025, Cristiana Vilas Boas manifestou publicamente seu repúdio contra o livro “Mea Culpa”, escrito por Doca Street, assassino de sua mãe, a socialite Ângela Diniz. A filha da vítima, que tem sido uma voz ativa contra a distorção da história da mãe, criticou a exploração da memória de Ângela Diniz e reafirmou a dor da família, profundamente marcada pelo assassinato e pelas consequências que se seguiram.

Contexto histórico do assassinato de Ângela Diniz e a repercussão judicial

Ângela Diniz foi assassinada em 30 de dezembro de 1976, após uma relação tumultuada de quatro meses com Doca Street, marcada por violência doméstica e ciúmes. O crime ganhou notoriedade pelo uso da tese de “legítima defesa da honra” na defesa do acusado, que inicialmente foi absolvido. Anos depois, em 1981, Doca foi condenado a 15 anos, mas cumpriu apenas cerca de cinco entre regime fechado, semiaberto e liberdade condicional. Essa decisão gerou grande comoção pública e críticas, inclusive do poeta Carlos Drummond de Andrade, que denunciou a revitimização constante de Ângela.

O impacto do assassinato para Cristiana Vilas Boas e sua família ao longo das décadas

O assassinato de Ângela Diniz causou um trauma profundo em sua família. Cristiana relembra que a memória da mãe tem sido alvo de julgamentos e injustiças até hoje, apesar de Ângela ser uma mulher à frente de seu tempo, autêntica e independente. Além do sofrimento da perda da mãe, a família enfrentou tragédias adicionais, como acidentes graves envolvendo os irmãos de Cristiana e a morte da avó, que cuidou da família nos anos seguintes ao crime.

Críticas ao livro “Mea Culpa” e a tentativa de Doca Street de justificar o assassinato

Cristiana condena o lançamento do livro de Doca Street, afirmando que ele busca lucrar às custas da memória da mãe. Ela repudia o cinismo do ex-namorado, que chegou a pedir perdão em entrevistas, mas que mantém versões distorcidas sobre os fatos. O livro reacende uma dor que parecia começar a cicatrizar, pois perpetua a narrativa que culpabiliza Ângela pelo próprio assassinato.

Legado e posicionamento atual de Cristiana Vilas Boas em defesa da imagem de Ângela Diniz

Mesmo diante das adversidades, Cristiana expressa orgulho pela mãe, destacando sua coragem e independência. Ela mantém firme o combate à condenação social que ainda recai sobre Ângela, defendendo a verdade e a justiça para a memória da mãe. A repercussão do protesto de Cristiana traz à tona a importância da reflexão sobre violência doméstica e a desmistificação de defesas abusivas em casos de feminicídio.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: ns mostra Doca Street e Ângela Diniz

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