Médico boliviano preso por atraso em parto que resultou em morte no Amazonas

m colorida de Médico preso pela PF

Humberto Fuertes Estrada foi detido após atrasar cinco horas parto de jovem de 17 anos em Eirunepé, onde bebê nasceu sem vida

Médico boliviano foi preso no Amazonas por atrasar cinco horas parto que resultou na morte do bebê em Eirunepé.

Médico boliviano foi preso no Amazonas por atraso que causou morte de bebê no parto

Na cidade de Eirunepé, Amazonas, o médico boliviano Humberto Fuertes Estrada foi preso preventivamente na noite de 29 de novembro de 2025, conforme investigação da Polícia Federal. Ele é acusado de não comparecer ao parto de uma gestante de 17 anos no Hospital Regional Vinícius Conrado em tempo hábil, ocasionando a morte do bebê. O atraso no atendimento foi de cinco horas, período durante o qual o médico estava de sobreaviso para o plantão.

Atraso no atendimento e evidências de conduta imprópria do médico durante plantão

Segundo informações oficiais, a paciente chegou ao hospital e não encontrou o médico responsável. A equipe médica tentou localizar Humberto Fuertes Estrada por várias vezes sem sucesso. Somente após cinco horas o médico surgiu no hospital, quando foi realizada a tentativa de parto, porém sem possibilidade de salvar o bebê. Imagens captadas por câmeras de segurança em um bar da cidade revelaram que o profissional consumia bebida alcoólica na noite em que estava de plantão, fato que compromete a responsabilidade médica.

Prisão preventiva ordenada pelo Tribunal de Justiça e cumprimento pela Polícia Federal

A prisão preventiva do médico foi decretada pelo Tribunal de Justiça da Comarca de Eirunepé. A Polícia Federal localizou inicialmente Humberto Fuertes Estrada numa agência de caixa eletrônico em um supermercado da capital amazonense. Ele foi acompanhado pelas autoridades até sua residência, onde foi efetivada a prisão. A medida visa garantir o prosseguimento das investigações sobre o caso e evitar riscos à ordem pública ou à instrução processual.

Reflexos do caso na comunidade médica e na saúde pública da região

Este episódio colocou em evidência preocupações sobre a responsabilidade e o compromisso dos profissionais de saúde nas regiões remotas do Amazonas. O atraso no atendimento de um parto pode ter consequências irreversíveis, como mostrou o caso da jovem de 17 anos em Eirunepé. Autoridades locais e entidades de saúde têm atenção redobrada para fiscalização e melhoria da assistência médica em áreas com difícil acesso.

Procedimentos para investigação e próximas etapas no caso do médico preso

A Polícia Federal continua a investigação para apurar todos os detalhes que envolvem o atraso no plantão e eventual negligência médica. O caso segue sob análise judicial, podendo resultar em processos criminais relacionados a homicídio culposo ou outras infrações. O hospital e a Secretaria de Saúde do Amazonas devem também prestar esclarecimentos e adotar medidas para evitar novos incidentes semelhantes.

Este relatório detalha os fatos e etapas relacionadas à prisão do médico boliviano Humberto Fuertes Estrada por atraso em atendimento de parto no Amazonas, um caso que mobilizou autoridades e trouxe à tona importantes discussões sobre ética e responsabilidade médica na região.

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