Sob liderança de Mark Carney, o país redefine estratégias comerciais diante das tensões com os EUA e expande parcerias globais
O Canadá, sob Mark Carney, enfrenta desafios comerciais com os EUA e busca ampliar acordos globais adotando uma postura pragmática.
Realismo pragmático no Canadá redefine relações comerciais em meio a tensões com os EUA
Em meio a recentes desafios nas negociações comerciais com os Estados Unidos, o Canadá, sob a liderança de Mark Carney, está buscando uma abordagem pragmática para garantir sua segurança econômica e soberania. Em abril, Carney minimizou a importância das conversas com o presidente Donald Trump, classificando-as como “detalhes” que seriam retomados “quando necessário”. No entanto, diante da repercussão negativa, o primeiro-ministro canadense esclareceu suas palavras, reconhecendo a seriedade da situação.
Impacto das ameaças tarifárias dos EUA e resposta canadense
A tensão aumentou quando Trump ameaçou impor uma tarifa adicional de 10% sobre produtos canadenses, especialmente após a divulgação de um anúncio do governo de Ontário na televisão norte-americana que criticava tarifas, citando o ex-presidente Ronald Reagan. A repercussão foi imediata, e Trump classificou o anúncio como uma “fraude”. Carney, então, apresentou desculpas públicas, o que contribuiu para a suspensão temporária das tarifas extras. A situação expõe a vulnerabilidade econômica do Canadá, cujo comércio com os EUA corresponde a mais de 75% das exportações e representa dois terços do PIB nacional.
Diversificação comercial: retomada das negociações com a Índia
Reconhecendo a necessidade de diversificar suas parcerias comerciais, o Canadá anunciou a retomada das negociações com a Índia, visando dobrar o volume bilateral para 50 bilhões de dólares até 2030. Esta iniciativa representa uma significativa mudança de postura, uma vez que as relações haviam se deteriorado após acusações graves envolvendo o governo indiano e incidentes diplomáticos que culminaram na expulsão mútua de diplomatas. O reestabelecimento do diálogo sinaliza uma nova abordagem pragmática diante dos desafios globais.
Reaproximação diplomática com a China e resolução de conflitos comerciais
Outro ponto central da estratégia de Carney foi a reunião recente com o presidente chinês Xi Jinping, a primeira em oito anos no mais alto nível, para tratar das pendências comerciais e irritantes acumulados. A relação sofreu um golpe com a prisão da executiva da Huawei, Meng Wanzhou, e a retaliação chinesa envolvendo prisões controversas de cidadãos canadenses acusados de espionagem. Embora esses indivíduos tenham sido liberados em 2021, as tensões persistem, tornando a reconciliação diplomática essencial para o avanço nas negociações.
Desafios e limites da diversificação comercial frente à dependência dos EUA
Apesar dos esforços para ampliar as relações comerciais e diplomáticas com outras nações, o Canadá enfrenta limitações na desdependência da economia americana, dado o profundo entrelaçamento comercial. A necessidade de estabelecer limites claros nas parcerias comerciais se torna imperativa para definir os rumos do país em um ambiente geopolítico incerto. O governo canadense busca equilibrar princípios e pragmatismo para preservar sua prosperidade nacional.
A era do realismo político no Canadá: prioridades e perspectivas
A ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, ressaltou que a nova abordagem do Canadá representa uma adaptação à realidade econômica global atual, que exige respostas pragmáticas e flexíveis. O realismo pragmático emerge como uma nova diretriz na política externa e comercial do país, abandonando idealismos em prol de resultados concretos e sustentabilidade econômica. Para Carney, a prioridade é garantir que o Canadá mantenha sua influência e prosperidade, mesmo diante dos desafios impostos por parceiros tradicionais como os Estados Unidos.
Fonte: time.com
Fonte: CARNEY