Primeiro-ministro de Israel pede clemência após apoio de Trump enquanto enfrenta acusações graves
Benjamin Netanyahu pediu perdão ao presidente de Israel no meio de processo por corrupção, após apoio de Donald Trump.
Netanyahu pede perdão presidencial em meio a julgamento por corrupção em Israel
Em 30 de novembro de 2025, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que seus advogados apresentaram um pedido formal de clemência ao presidente do país. Netanyahu enfrenta um processo judicial por corrupção que se estende há anos, envolvendo acusações de fraude, abuso de confiança e aceitação de subornos. Ele ressaltou que, apesar de desejar ter o julgamento concluído para provar sua inocência, as circunstâncias políticas e de segurança nacional levaram-no a solicitar o perdão presidencial.
Acusações enfrentadas por Netanyahu em três casos de corrupção e suas consequências
Netanyahu é acusado em três processos distintos de ter participado de esquemas ilegais, incluindo a troca de favores regulatórios com donos de mídia em Israel para obter cobertura positiva. Além disso, ele teria aceitado presentes luxuosos, como charutos e champanhe, em troca de favorecer interesses pessoais de figuras como o produtor hollywoodiano Arnon Milchan e o bilionário australiano James Packer. A soma dos valores recebidos chega a centenas de milhares de shekels, segundo os promotores. Apesar disso, Netanyahu nega todas as acusações, afirmando que se trata de uma perseguição política.
Papel do presidente Isaac Herzog e o procedimento para análise do pedido de clemência
A solicitação de perdão foi encaminhada ao presidente de Israel, Isaac Herzog, cujo gabinete afirmou tratar-se de um pedido “extraordinário”, com implicações significativas. Herzog, pertencente a um movimento político diferente do de Netanyahu, tem relações marcadamente tensas com o primeiro-ministro. Conforme os protocolos, o pedido será repassado ao Departamento de Perdões do Ministério da Justiça, que reunirá pareceres das autoridades competentes antes de uma decisão final. Não há previsão para o deferimento ou indeferimento do pedido.
Influência do apoio do ex-presidente Donald Trump e reações políticas internas
O pedido de perdão ocorre poucas semanas após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter publicamente pedido a Herzog que concedesse clemência a Netanyahu. Trump argumentou que isso permitiria que ambos os líderes avançassem na promoção dos interesses estratégicos compartilhados entre Israel e EUA. Essa intervenção recebeu apoio imediato de figuras do governo israelense, como o ministro da Defesa Israel Katz e o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, que destacaram a complexa situação de segurança nacional. Por outro lado, opositores, como Benny Gantz, criticaram o pedido, classificando-o como uma falsa tentativa de dividir a sociedade israelense.
Perspectivas do julgamento e implicações jurídicas e internacionais para Netanyahu
Netanyahu é o primeiro líder israelense em exercício a se apresentar como réu em um julgamento criminal de grande repercussão que deve se estender até pelo menos 2026, com possibilidade de apelação ao Supremo Tribunal. Além disso, ele enfrenta ordens de prisão emitidas pelo Tribunal Penal Internacional por supostos crimes de guerra na Faixa de Gaza, embora Israel e os EUA não reconheçam a jurisdição do tribunal. A combinação do processo interno e das pressões externas mantém o cenário político e jurídico em Israel altamente instável, com desdobramentos aguardados nos próximos anos.
Benjamin Netanyahu continua uma figura central na política israelense, tanto por sua longa trajetória como primeiro-ministro quanto pelos desafios legais que enfrenta. A decisão presidencial sobre o pedido de perdão pode alterar significativamente o rumo do país e a dinâmica de sua liderança.
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Fonte: www.nbcnews.com
Fonte: FILES-ISRAEL-US-PALESTINIAN-CONFLICT-TRUMP-YEARENDER-2025