Congresso intensifica fiscalização sobre ataques militares controversos no Caribe

Agência

Parlamentares pedem investigação detalhada de ordens que teriam ordenado mortes de tripulantes após ataque a embarcações suspeitas de tráfico

Parlamentares dos EUA pedem rigorosa investigação sobre ordens de ataque que teriam ordenado a morte de tripulantes em operações contra tráfico de drogas no Caribe.

Parlamentares dos EUA pedem investigação detalhada sobre ataques militares no Caribe

Parlamentares dos Estados Unidos manifestaram apoio à investigação sobre ataques militares realizados contra embarcações suspeitas de traficar drogas no Caribe e no Oceano Pacífico oriental. O caso ganhou maior atenção após reportagem publicada atribuir ao secretário de Defesa Pete Hegseth uma ordem verbal controversa para eliminar todos os tripulantes de uma embarcação durante um ataque ocorrido em 2 de setembro.

Senador Tim Kaine, do Partido Democrata pela Virgínia, classificou a suposta ordem como potencial crime de guerra, caso verdadeira. Já o republicano Mike Turner, de Ohio, expressou ceticismo sobre a veracidade da denúncia, ressaltando que o Congresso ainda não teve acesso a informações completas, e que investigações já foram abertas pelos comitês de serviços armados da Câmara e do Senado.

Detalhes do ataque e repercussões legais e políticas

De acordo com a reportagem, o ataque inicial teria sido seguido por uma ofensiva contra sobreviventes, o que levanta dúvidas sobre o cumprimento das normas do direito internacional humanitário. Parlamentares enfatizam que atacar indivíduos que não estão mais em combate configura violação da lei de guerra.

Pete Hegseth refutou as alegações em suas redes sociais, classificando-as como “notícias falsas” e reafirmando que todas as operações são conduzidas em conformidade com as leis americanas e internacionais, e que passam por aprovações legais rigorosas dentro da cadeia de comando militar.

Postura bipartidária no Congresso e as investigações em curso

Líderes dos comitês responsáveis pela supervisão militar, como o senador Roger Wicker (R-Mississippi) e o senador Jack Reed (D-Rhode Island), emitiram declaração conjunta afirmando o compromisso com uma apuração rigorosa dos fatos ligados às operações em questão.

Na Câmara, o republicano Mike Rogers (Alabama), presidente do comitê de serviços armados, e o democrata Adam Smith (Washington), líder da oposição no mesmo comitê, também garantiram esforços bipartidários para obter um relato completo das operações do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM).

Repórter Don Bacon (R-Nebraska) destacou a necessidade de ouvir a versão do secretário Hegseth para esclarecer a controvérsia, expressando dúvidas sobre a plausibilidade de ordens tão extremas.

Contexto político e pressão sobre Venezuela

Além das operações militares, o governo Trump intensificou sua postura contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, declarando suas zonas aéreas e marítimas como fechadas, o que gerou reação do governo venezuelano, que condenou a medida como ameaça à soberania nacional.

Perspectivas e importância de fiscalização rigorosa

O caso evidencia a tensão entre a necessidade de combater o tráfico de drogas e o respeito às normas legais e direitos humanos. O Congresso americano sinalizou a importância de transparência e responsabilidade nas operações militares, reforçando a função de fiscalização parlamentar para evitar abusos e assegurar a legalidade das ações de defesa nacional.

A investigação em andamento promete esclarecer os fatos e definir possíveis responsabilidades, enquanto o debate sobre limites e controles em operações militares continua ganhando espaço na agenda política nacional.

Fonte: abcnews.go.com

Fonte: Agência

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