Após a vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia, no dia 22 de junho, a Seleção do Egito se deparou com uma barreira imposta pelas autoridades dos Estados Unidos. O time, que planejava viajar de Vancouver, no Canadá, para Seattle, onde enfrentaria o Irã, foi impedido de entrar no país e teve que retornar a Spokane, em Washington, a aproximadamente 450 quilômetros de sua localização original.
A decisão das autoridades norte-americanas obrigou o grupo liderado por Mohamed Salah a mudar sua logística. Em uma declaração da Associação Egípcia de Futebol, o técnico Hossam Hassan expressou seu descontentamento com a situação e detalhou a necessidade da equipe de evitar deslocamentos excessivos antes do confronto decisivo marcado para a madrugada de 26 para 27 de junho.
"As autoridades de segurança recusaram o pedido da equipe para permanecer em Seattle, conforme planejado após a partida contra a Nova Zelândia na Copa do Mundo. O time queria viajar diretamente para Seattle para evitar o desgaste dos jogadores com tantas viagens antes da partida contra o Irã, em 26 de junho. Porém, após a decisão das autoridades, a delegação voltará para Spokane", informou o treinador.
Atualmente, o Egito lidera o Grupo G da Copa do Mundo, acumulando quatro pontos em duas partidas. O time empatou na estreia contra a Bélgica, 1 a 1, e conquistou a vitória contra a Nova Zelândia. A equipe egípcia espera avançar para a fase de mata-mata pela primeira vez na história do torneio.
Este incidente se soma a outras dificuldades enfrentadas por seleções durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Recentemente, o árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, também foi barrado na entrada do país, mesmo possuindo um visto diplomático especial. Além disso, a seleção do Irã teve que alterar sua base de treinamento para Tijuana, no México, devido a restrições para circular nos EUA.