A saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado marca o início de uma nova busca por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por um substituto. Nos bastidores, parlamentares já começam a especular sobre os possíveis nomes para ocupar a posição.
Dentro do Partido dos Trabalhadores, a avaliação é de que as opções na bancada estão limitadas. Dentre os nove senadores do PT, cinco estão em campanha para a reeleição e, por isso, não poderão se dedicar à articulação política necessária para a liderança. Além disso, Paulo Paim (RS) deve deixar a Casa após o término do mandato, reduzindo ainda mais as alternativas disponíveis.
As opções que restam para Lula incluem Teresa Leitão (PT-PE), Beto Faro (PT-BA) e Camilo Santana. Dentre esses nomes, Camilo, que já foi ministro da Educação, é considerado o que possui um perfil mais adequado para a liderança, além de ter um canal de comunicação direto com Lula.
Entretanto, Camilo Santana também terá que lidar com suas funções na coordenação das articulações do presidente no Nordeste, uma região essencial para a reeleição ao Palácio do Planalto. Por outro lado, Teresa Leitão, atual líder do PT na Casa, é vista como uma parlamentar que mantém boas relações com a oposição e seria uma opção imediata para a liderança.
Lula pretende tomar uma decisão sobre o novo líder do governo até a próxima semana. O cargo é considerado estratégico para o Executivo, especialmente neste momento, mesmo com a proximidade do fim do mandato. Isso se deve ao fato de que as principais pautas de interesse do governo, que estão em fase final de tramitação, estão na Casa Alta, incluindo a PEC (proposta de emenda à Constituição) que visa alterar a escala 6×1.
A proposta, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, aguarda a autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que possa voltar a tramitar no Legislativo.