Igor Zampieri se defende de acusações na morte do Cão Orelha

Igor Zampieri, um dos acusados pela morte do Cão Orelha, se manifestou publicamente nesta quinta-feira (25/6), logo após completar 18 anos. Ele, que enfrenta as acusações juntamente com mais três adolescentes, declarou sua inocência e comentou sobre os julgamentos que sofreu nas redes sociais. O caso, que gerou grande repercussão, teve seu processo arquivado pela Justiça em maio deste ano.

Durante seu desabafo, Igor expressou a frustração em relação às ofensas que recebeu, afirmando que foi chamado de assassino por pessoas que não conhecem sua história e que não ouviram sua versão dos fatos. "Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino. Meu nome é Igor Zampieri, eu acabei de fazer 18 anos. Pessoas que não me conhecem, pessoas que não sabem quem eu sou, que nunca escutaram a minha versão. Hoje eu vim aqui contar pra vocês", disse o jovem.

Ele ressaltou que o silêncio que manteve durante a investigação foi interpretado erroneamente como um sinal de culpa. Igor afirmou que respeitou o pedido das autoridades para que o caso permanecesse em sigilo até sua conclusão. "Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa. Porém, só estava respeitando o processo que foi pedido pelas autoridades, que ficassem em sigilo", explicou.

Zampieri também comentou sobre a dor de ser julgado publicamente por algo que não cometeu. "E o mais difícil pra mim, de tudo isso, é que as pessoas me julgavam de algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria. Quem teve acesso aos autos do processo sabia disso. Eu sabia disso, mas mesmo depois de as autoridades terem analisado tudo, de a Justiça ter arquivado o processo e ficado provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino", afirmou.

O jovem finalizou seu pronunciamento enfatizando a necessidade de se ouvir a verdade antes de fazer julgamentos. "Eu vim aqui falar porque se durante cinco meses falaram de mim, chegou a minha vez. É preciso entender como alguém pode ser condenado apenas por boatos das redes sociais", concluiu. Ele também se mostrou indiferente a uma possível CPI, afirmando que isso apenas reafirmaria sua inocência.

O caso do Cão Orelha, um animal comunitário, ganhou notoriedade em janeiro de 2026, quando a Polícia Civil indiciou adolescentes por supostas agressões. No entanto, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou o arquivamento do processo devido à falta de provas, o que foi acatado pelo Judiciário. Em março, o Governo Federal lançou o decreto Cão Orelha, que estabelece multas que variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil para quem for flagrado cometendo maus-tratos a animais.

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