Prefeito se manifesta sobre paralisação de ônibus e destaca a situação dos trabalhadores
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classifica paralisação como 'inaceitável' e pede que trabalhadores retornem ao serviço.
Paralisação de ônibus em SP gera reação do prefeito Ricardo Nunes
Na tarde do dia 9 de dezembro, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), expressou sua indignação diante da paralisação inesperada dos motoristas e cobradores de ônibus na capital paulista. Nunes descreveu a pressão das empresas concessionárias como ‘inaceitável’ e pediu aos trabalhadores que retornem ao serviço, enfatizando a importância da continuidade do transporte público enquanto as negociações sobre o pagamento do 13º salário estão em aberto.
Nunes fez um apelo direto em um vídeo divulgado, pedindo a colaboração dos motoristas e cobradores: ‘Eu conto com vocês, trabalhadores, motoristas e cobradores, para que a gente atenda a nossa população do transporte coletivo e que vocês possam continuar dando essa grande contribuição para o crescimento de São Paulo’. O prefeito também criticou a postura das concessionárias de ônibus, que solicitaram mais tempo para realizar os pagamentos.
Críticas às concessionárias e defesa do cumprimento das obrigações
Segundo informações do SPUrbanuss, representante das empresas, as concessionárias alegam que estão se esforçando para cumprir com suas obrigações financeira e legal, que, conforme a legislação, permite o depósito até o dia 20 de dezembro. No entanto, Nunes rebateu essa justificativa, afirmando que a prefeitura está em dia com todos os repasses necessários para que os pagamentos ocorram no prazo. ‘Não existe motivo algum para que eles atrasem o pagamento do salário, em especial do 13º. Eu não vou aceitar nenhum tipo de pressão das concessionárias’, declarou o prefeito.
Ameaça de continuidade da greve
O SindMotoristas, sindicato que representa os trabalhadores, indicou que a greve poderá ser estendida na quarta-feira, dia 10, caso não haja uma garantia formal do pagamento do 13º salário e do vale-alimentação. A entidade informou que os profissionais só retornarão ao trabalho após receberem uma resposta clara e objetiva das empresas de transporte.
Enquanto isso, a cidade enfrenta desafios com a paralisação, que impacta a mobilidade urbana e a vida dos cidadãos que dependem do transporte coletivo. A situação chamou a atenção, considerando que o cumprimento das obrigações salariais é fundamental para a estabilidade do serviço.
Conclusão
O impasse entre a prefeitura, os motoristas e as concessionárias de ônibus reacende um importante debate sobre os direitos trabalhistas e a responsabilidade das empresas no cumprimento de suas obrigações. A pressão exercida sobre os trabalhadores e as reivindicações do sindicato são pontos cruciais a serem observados, pois podem impactar diretamente a rotina dos paulistanos. O prefeito Nunes, ao fazer sua declaração, busca não apenas solucionar o conflito imediato, mas também garantir a continuidade de um serviço essencial para a cidade.
Fonte: baccinoticias.com.br
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