Expectativas sobre a próxima presidência do Fed: quem é Hassett?

CNBC

Pesquisas mostram preferência por Waller, mas Hassett é apontado como candidato provável.

Pesquisas indicam que a maioria prefere Waller como presidente do Fed em vez de Hassett.

A próxima presidência do Federal Reserve (Fed) é um tema de grande interesse entre economistas e investidores, especialmente após a recente pesquisa realizada pela CNBC. A pesquisa revelou que, apesar das expectativas de que Kevin Hassett, atual diretor do Conselho Econômico Nacional, seja nomeado pelo presidente Donald Trump, muitos preferem Christopher Waller como o próximo líder da instituição.

O cenário da pesquisa: Hassett versus Waller

Conforme os dados coletados, 84% dos entrevistados acreditam que Trump escolherá Hassett como o próximo presidente do Fed. No entanto, apenas 11% acham que essa seria uma escolha acertada. Waller é o favorito entre os participantes, recebendo 47% das preferências, seguido por Kevin Warsh, que obteve 23%. A escolha de Hassett levanta preocupações sobre sua capacidade de manter a independencia e os mandatos duplos do Fed.

Dentre as questões abordadas na pesquisa, 76% dos respondentes acreditam que o próximo presidente adotará uma postura mais dovish do que o atual chefe do Fed, Jerome Powell. Isso implicaria uma disposição maior para cortar taxas rapidamente caso o mercado de trabalho enfraqueça. Além disso, 51% esperam que o futuro presidente ceda às demandas do presidente Trump por juros mais baixos.

Expectativas para a reunião do Fed

Ao se aproximar da próxima reunião do Fed, os entrevistados da pesquisa manifestam suas opiniões sobre os cortes de juros. 87% acreditam que o Fed irá reduzir as taxas, embora apenas 45% concordem que essa medida seja pertinente. Também são esperadas duas dissidências em relação à decisão. As expectativas para um corte em janeiro são mais cautelosas, com apenas 35% prevendo tal movimento.

Economistas como Richard Bernstein e Scott Wren expressaram opiniões divergentes sobre a necessidade de cortes. Bernstein advertiu sobre os riscos inflacionários associados a cortes adicionais, enquanto Wren acredita que uma redução ocorrerá, apesar da lógica que sugere a manutenção das taxas.

Riscos econômicos e avaliação do mercado

A pesquisa também abordou a avaliação do crescimento econômico e da inflação. Atualmente, o crescimento do PIB está projetado em quase 4%, com a inflação permanecendo acima da meta de 2% por mais alguns anos. A preocupação com uma inflação persistente ocupa o primeiro lugar entre os riscos identificados para a economia, superando preocupações anteriores como a bolha da inteligência artificial (IA).

Diane Swonk, economista chefe da KPMG, destacou que estímulos fiscais, como os reembolsos de impostos recordes esperados no primeiro semestre de 2026, podem impactar a inflação de maneira inesperada. Por outro lado, o mercado de trabalho parece estável, com projeções de uma ligeira alta na taxa de desemprego.

O que esperar do futuro?

As expectativas dos respondentes indicam um crescimento de 6% para o S&P 500 no próximo ano, mesmo diante das preocupações com a superavaliação das ações de IA. Com 90% dos participantes considerando as ações de IA como sobrevalorizadas, o sentimento cauteloso persiste no setor de crédito, com 60% indicando que o risco sistêmico está “um pouco elevado”.

Assim, enquanto a figura de Kevin Hassett toma forma como um candidato ao Fed, as divisões nas opiniões sobre sua adequação e as perspectivas econômicas continuam a ser um tema de debate entre economistas e o público em geral.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas:

BALADAS CURITIBANASBARESCULTURAEVENTOS

Curitiba ganha novo “point” para amantes de forró