Ministro reforça que a espécie é considerada invasora, mas não será eliminada do país
Ministro do Meio Ambiente reitera que tilápia não será erradicada apesar de ser considerada invasora.
O que disse o Ministério do Meio Ambiente sobre a tilápia
Na última quarta-feira (10), durante audiência pública na Comissão de Agricultura, o ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, deixou claro que o Ministério não pretende erradicar a tilápia do Brasil. Apesar de ser classificada desde 2006 como uma espécie exótica e invasora, a tilápia desempenha um papel importante na economia do país.
Capobianco comentou sobre as reações à proposta de listagem das espécies exóticas invasoras, ressaltando que a classificação da tilápia não é uma decisão nova, mas sim uma diretriz já reconhecida e que deve ser tratada com responsabilidade.
Polêmica em torno da lista de espécies invasoras
Durante sua fala, Capobianco reconheceu que a iniciativa de elaborar essa lista gerou controvérsia, mas garantiu que a publicação do documento está em conformidade com a legislação brasileira e convenções internacionais. O governo, ciente da polêmica, anunciou a suspensão temporária do processo de elaboração da lista para facilitar o diálogo com setores produtivos. O ministro enfatizou que a lista, que inclui 444 espécies exóticas invasoras, deve ser utilizada com cuidado e responsabilidade, evitando distorções de informação.
Importância da tilápia na economia
A tilápia, originária da África e introduzida no Brasil na década de 1970, é valorizada por ser um peixe resistente e adaptável, com capacidade de se reproduzir em diferentes condições. Capobianco destacou que a carne de tilápia é essencial para a segurança alimentar no Brasil, e que então não se pode condenar a actividade de aquicultura deste peixe. Ao contrário de outras espécies invasoras que requerem um controle rigoroso, a tilápia tem um impacto econômico positivo.
Regulação e responsabilidade do governo
O ministro esclareceu que nenhuma espécie pode ser introduzida no Brasil sem parecer técnico favorável e licença, de acordo com a Lei 5.197 de 1967 e o Decreto 2.519 de 1998. Ele reforçou que o trabalho do governo é fundamental para garantir que as espécies exóticas não ameaçam o meio ambiente e as espécies nativas. A identificação e o manejo das espécies invasoras são, portanto, cruciais.
Conclusão e próximos passos
Capobianco concluiu ressaltando que, embora a classificação da tilápia como espécie invasora tenha gerado confusão, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente continue atualizando as listas de espécies, reconhecendo os dinâmicos impactos das espécies no ecossistema. O próximo passo, segundo ele, inclui a construção de uma política que integre os interesses do setor produtivo e do meio ambiente, visando minimizar os impactos potenciais dessas espécies. A colaboração entre o governo e a aquicultura será essencial para desenvolver práticas que evitem o escape de espécies invasoras e a proteção do ecossistema brasileiro.
