Izalci critica PEC que propõe fim da escala 6×1 e analisa programas sociais

Agência Senado

Senador argumenta sobre as implicações econômicas da proposta e a efetividade das iniciativas sociais do governo.

Senador Izalci critica PEC que acaba com a escala 6×1 e discute pobreza em programas sociais.

Izalci critica PEC que acaba com a escala 6×1 e questiona programas sociais

No Plenário do Senado, em 10 de dezembro de 2025, o senador Izalci Lucas (PL-DF) manifestou sua desaprovação à aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 148/2025), que visa eliminar a escala de trabalho 6×1, propondo uma redução progressiva na carga horária até atingir 36 horas semanais, sem que haja diminuição salarial. Izalci argumentou que essa medida não leva em consideração a situação financeira das empresas, especialmente as pequenas, desconsiderando a realidade econômica e tecnológica que o Brasil enfrenta atualmente.

Preocupações com o impacto financeiro da medida

Em seu discurso, o senador levantou questões relevantes sobre o impacto que essa mudança poderia ter sobre as pequenas empresas. “Ninguém aqui é contra a diminuição do tempo de trabalho. As pessoas precisam de tempo para a família e lazer. Mas a realidade financeira não pode ser ignorada. As pequenas empresas têm um ou dois funcionários, e como elas vão se adaptar rapidamente a essa nova realidade?”, questionou.

Izalci enfatizou que essa política pode criar uma pressão excessiva sobre esses negócios, que muitas vezes já operam com margens de lucro reduzidas. Ele alertou que, ao impor uma carga horária reduzida sem um planejamento adequado, a proposta poderia resultar em demissões e até no fechamento de muitas pequenas empresas.

Críticas aos programas sociais

Adicionalmente, o senador dirigiu suas críticas aos programas sociais implementados pelo governo, como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia. Izalci argumentou que, embora essas iniciativas sejam importantes, elas não são acompanhadas de políticas de qualificação profissional adequadas que permitam a verdadeira inserção dos jovens no mercado de trabalho. “A falta de ações complementares transforma essas políticas em meras medidas de curto alcance, que não enfrentam as causas da desigualdade que persistem em nosso país”, afirmou.

Ele destacou que muitos beneficiários do Bolsa Família estão relutantes em aceitar ofertas de trabalho, devido à falta de suporte do governo para a qualificação e reintegração no mercado. “O governo precisa oferecer uma porta de saída para essas pessoas, promovendo a qualificação e a empregabilidade, ao invés de apenas oferecer uma ajuda que não resolve os problemas estruturais da educação e do trabalho”.

Considerações finais

Com essas declarações, o senador Izalci Lucas não apenas critica a PEC que altera a carga horária dos trabalhadores, mas também chama a atenção para uma necessidade premente: a de que as políticas sociais sejam mais abrangentes e efetivas. Segundo ele, a sociedade deve estar ciente de que medidas populistas e eleitoreiras falham em proporcionar soluções duradouras para os desafios que o país enfrenta. Os jovens, o futuro da nação, precisam de oportunidades reais que transcendem as promessas vazias de auxílio temporário.

A discussão sobre a PEC e os programas sociais continua em pauta, com a expectativa de que as propostas sejam debatidas de forma mais aprofundada, levando em consideração todos os aspectos que afetam a vida dos cidadãos brasileiros.

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