Comemorações responsáveis: a importância de cuidar dos animais durante a Copa

A segunda-feira, 29 de junho, será um dia de intensa expectativa para os brasileiros, que apoiarão a Seleção na Copa do Mundo. A tradição de se reunir com amigos, vestir a camisa do país e vibrar a cada jogada faz parte da cultura do torcedor. Contudo, essa celebração não deve causar sofrimento aos animais, que precisam de proteção especial.

Os fogos de artifício com estampido são uma das principais causas de pânico entre os animais de estimação. O barulho forte pode assustar cães e gatos, levando-os a fugir desesperadamente, atravessando ruas movimentadas e correndo o risco de sofrer acidentes ou até mesmo desaparecer. Além dos animais, pessoas autistas, crianças hospitalizadas e idosos também são afetados pelo barulho excessivo.

Julinho Casares, conhecido por sua atuação em prol dos direitos dos animais, tem se dedicado há anos a conscientizar a população sobre a importância de comemorações mais respeitosas. Ele destaca que existem alternativas viáveis, como os fogos de artifício silenciosos, que permitem que as festividades ocorram sem colocar vidas em risco. Em São Paulo, uma lei estadual já proíbe o uso de fogos com estampido, embora a eficácia dessa legislação dependa da fiscalização e da conscientização da população.

Um exemplo positivo é a história da cadela Leia, que conseguiu retornar para sua casa após dias desaparecida. No entanto, essa não é a realidade da maioria dos animais que fogem durante as comemorações. Infelizmente, muitos nunca mais reencontram suas famílias.

Além de evitar fogos barulhentos, é essencial investir na identificação dos animais. Um simples colar com o nome e telefone do responsável pode ser decisivo em situações de fuga. O uso de dispositivos de rastreamento, como AirTag e outros localizadores, também aumenta significativamente as chances de reencontro rápido e seguro.

Comemorar é um aspecto importante da cultura brasileira, especialmente durante a Copa do Mundo. Entretanto, a verdadeira vitória deve ser a que engloba respeito, empatia e consciência. Celebrar é também cuidar, garantindo que a alegria de uns não se transforme em sofrimento para outros.

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