Suspeito de feminicídio recebeu R$ 12 milhões de produtora de filme

Caso envolve irregularidades em contrato de instalação de wi-fi em São Paulo

Alex Leandro Bispo, preso por feminicídio, recebeu R$ 12 milhões de produtora ligada a filme de Bolsonaro.

O caso de Alex Leandro Bispo dos Santos, preso pelo feminicídio de sua esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, assume contornos ainda mais sombrios ao ser revelado que ele recebeu R$ 12 milhões através da sua empresa, a Favela Conectada. Este pagamento foi realizado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem ligações diretas com a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. O crime, que ocorreu na madrugada do dia 29 de novembro, é investigado pela polícia como um feminicídio.

Contrato milionário e irregularidades

Segundo investigações, o ICB foi contratado pela prefeitura de São Paulo por R$ 108 milhões para implantar e manter 5.000 pontos de wi-fi em áreas vulneráveis. O contrato, que recebeu a assinatura de Alex Bispo e de sua esposa como testemunha, levanta suspeitas de irregularidades, incluindo pagamentos por serviços que não foram prestados e discrepâncias nos valores cobrados pela manutenção dos pontos. A Prodam, empresa municipal, cobra R$ 306 por ponto, enquanto o ICB fechou contrato por R$ 1.800 por instalação e manutenção mensal.

O papel de Alex Bispo no esquema

A empresa de Alex, a Favela Conectada, deveria instalar 2.000 pontos de wi-fi. No entanto, documentos revelam que ele foi pago por serviços não realizados. Ele recebeu 12 mensalidades para 218 pontos, mesmo com o contrato que só deveria ser válido até 30 de junho de 2024. As gravações de segurança mostram uma sequência de agressões que culminaram na morte de Maria Katiane, o que levanta questões sobre a ética e a legalidade do contrato que beneficiou o suspeito.

Crime e prisão

As imagens capturadas em câmeras de segurança do edifício mostram Alex agredindo Maria Katiane em várias ocasiões, culminando no momento em que ela caiu do décimo andar. A polícia considera o caso como feminicídio, e Alex foi preso na última sexta-feira, 9 de dezembro, com a investigação sob a responsabilidade da 89ª Delegacia de Polícia.

Prefeitura rebate irregularidades

A prefeitura de São Paulo defendeu a legalidade dos contratos, afirmando que a Prodam não poderia atuar em ambientes privados e que a antecipação da implementação dos pontos de wi-fi foi definida em um plano de trabalho. A gestão afirmou ainda que o programa é vital para fornecer acesso à internet a comunidades carentes. Enquanto isso, os documentos revelam discrepâncias que poderão levar a uma investigação mais aprofundada sobre o uso de recursos públicos e as conexões entre o projeto e o crime.

Novos desdobramentos

A polícia está buscando novos vídeos e provas que ajudem a elucidar os eventos que levaram à morte de Maria Katiane. Famílias e defensores dos direitos das mulheres demonstram preocupação com o caso, destacando a importância de uma investigação justa e transparente. O clamor por justiça é palpável, e os desdobramentos futuros podem trazer à tona mais informações sobre as ligações entre crime e corrupção no uso de recursos públicos.

Fonte: baccinoticias.com.br

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