Sobrevivente de terremoto na Venezuela relata momentos de desespero e solidão

Soledad Campos Aparicio, uma mulher de 78 anos, enfrenta uma situação angustiante enquanto aguarda a autorização para retornar à sua casa, que fica ao lado do edifício Petúnia, uma das estruturas que desabou após os terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada. A mulher, com seu cachorro nos braços, relata que não é permitido permanecer em sua residência, o que intensifica seu sofrimento.

"Nós entramos e saímos, mas eles não nos deixam ficar", comentou Campos Aparicio, que também revelou ter desmaiado e machucado os joelhos. Ela expressou sua preocupação com a situação atual, afirmando: "Que terrível. Muito triste, muito angustiante". A falta de eletricidade e água em sua área agrava ainda mais sua angústia.

O prédio Petúnia, localizado no município de Chacao, ficou em ruínas após os tremores. O prefeito da localidade, Gustavo Duque, anunciou que equipes de resgate do México e da Argentina estão atuando no local, tentando acessar todos os pontos possíveis, embora o trabalho seja classificado como extremamente desafiador.

"Vamos fazer todo o possível para resgatar as pessoas com vida. Mas é complexo. Eles próprios (os socorristas) reconheceram que é uma tarefa complexa", afirmou Duque em suas redes sociais.

Na segunda-feira, a CNN registrou a cena em Chacao, com grandes máquinas e equipes de resgate trabalhando na remoção dos escombros, enquanto voluntários ofereciam apoio aos trabalhadores, disponibilizando água e comida. A situação continua crítica, com muitos aguardando ansiosamente por notícias sobre entes queridos e a possibilidade de retornar a suas casas.

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