Enel cumpre apenas 11% do plano de poda de árvores em SP

Ricardo Nunes

Gestão Nunes critica desempenho da concessionária e gera insatisfação

A Enel cumpriu apenas 11% do plano anual de podas de árvores em São Paulo, deixando a gestão municipal insatisfeita.

A insatisfação dos paulistanos com a Enel, concessionária de energia, aumentou após a divulgação de que a empresa cumpriu apenas 11% do plano anual de podas de árvores. A gestão do prefeito Ricardo Nunes criticou a situação, chamando o resultado de “pífio” e evidenciando a falta de compromisso da empresa com a segurança e o bem-estar da população.

O compromisso da Enel e os resultados insatisfatórios

A Prefeitura de São Paulo revelou que a Enel se comprometeu a realizar 282.271 podas de árvores em 2025, como parte de um convênio para evitar problemas com a fiação elétrica durante eventos climáticos extremos. Porém, até o dia 15 de dezembro, apenas 31.945 podas foram realizadas, ou seja, apenas 11% do total previsto.

Em resposta, a Enel destacou que desde que assumiu a concessão em 2018, duplicou o número de podas realizadas. A empresa afirma que, anualmente, realiza mais de 600 mil podas. No entanto, a Prefeitura contestou esses números, relatando que em 2025 já foram realizadas 162 mil podas e 13 mil remoções de árvores, levantando questões sobre a veracidade das informações fornecidas pela concessionária.

Impactos dos apagões recentes

A crítica à Enel se intensificou após um apagão que afetou 2,2 milhões de imóveis na Grande São Paulo devido a ventos fortes de até 100 km/h. Seis dias após o evento, muitos moradores ainda enfrentam problemas de falta de eletricidade. A Enel garantiu que todos os casos decorrentes da ventania já foram resolvidos, mas a população se mantém cética, especialmente após relatos de comerciantes e cidadãos que ainda estão no escuro.

Um caso emblemático é o de Hugo Delgado, proprietário de um restaurante em Pinheiros, que relatou prejuízos significativos devido à falta de energia. Ele mencionou que seu estabelecimento ficou sem luz por dias, acumulando perdas financeiras e dificuldades operacionais. “Estamos desesperados”, disse ele, enfatizando a urgência da situação.

Críticas à gestão da concessionária

As críticas à Enel não se limitam apenas à gestão de podas. A possibilidade de renovação antecipada da concessão, que expira em 2028, também gera preocupações. Autoridades, incluindo o governador Tarcísio de Freitas, pedem intervenções federais, alertando que os paulistas não podem ficar à mercê da empresa.

A Enel, por sua vez, continua a argumentar que investiu recordes em modernização da rede elétrica, prometendo R$ 10,4 bilhões entre 2025 e 2027. No entanto, a eficácia dessas medidas é questionada, especialmente diante da atual crise de energia.

Considerações finais

A situação levanta um debate importante sobre a responsabilidade das concessionárias em garantir serviços essenciais e a necessidade de maior transparência nas informações que fornecem à população. A pressão sobre a Enel tende a aumentar, enquanto os moradores de São Paulo buscam soluções para um problema que persiste e afeta suas vidas cotidianas.

Fonte: jovempan.com.br

Fonte: Ricardo Nunes

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