Neste domingo (5), a Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo após perder para a Noruega por 2 a 1, na partida que definiu sua saída da competição. Este resultado também sinaliza o fim da trajetória de Neymar com a camisa da Seleção em Copas do Mundo, encerrando uma era marcada por expectativas e desilusões.
De acordo com análise de Bruno Rodrigues, repórter da CNN Brasil, o desfecho da participação de Neymar no torneio é considerado melancólico, uma vez que a campanha da Seleção foi a pior desde 1990. O jogador, que participou de quatro Copas, deixa um legado complicado, sendo que sua presença na próxima edição, em 2026, já é questionada. "Falar de Neymar na Copa do Mundo de 2026 é falar de um jogador que sim, tentou e se esforçou para estar entre os 26, mas não deveria ter sido chamado", afirmou Rodrigues.
O repórter ainda destacou que o técnico Carlo Ancelotti convocou Neymar acreditando que sua experiência poderia beneficiar o grupo, mas isso não se concretizou em campo. A derrota para a Noruega traz à tona a necessidade de a Seleção Brasileira reavaliar seu futuro, especialmente com a ausência do ídolo, que sempre foi visto como a principal referência dentro do time.
A eliminação deixa a Seleção Brasileira em um jejum que pode se estender por 28 anos sem conquistas na Copa do Mundo, uma marca que poderá ser alcançada em 2030. A equipe agora enfrenta o desafio de reconstruir sua identidade, especialmente com a saída de Neymar, que, ao longo de sua carreira, não conseguiu se firmar como o protagonista esperado nos Mundiais.
Neymar, que teve uma trajetória repleta de altos e baixos nas Copas, viu sua primeira participação em 2014 ser interrompida por uma grave lesão. Na edição de 2018, apesar de estar em boa forma, não conseguiu se destacar, e em 2022, embora tenha marcado um gol decisivo contra a Croácia, a Seleção foi eliminada nas penalidades.
Agora, com a saída de Neymar, a Seleção Brasileira enfrenta um novo recomeço. A responsabilidade de assumir o protagonismo da equipe ficará a cargo de novos talentos, que terão a difícil tarefa de preencher a lacuna deixada pelo jogador do Santos, que se despede das Copas sem ter atingido as expectativas que foram depositadas sobre ele.