O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (6) que o país pode chegar a um acordo com o Irã ou "terminar o serviço". A declaração foi feita em um contexto de tensão crescente, renovando a possibilidade de ação militar contra a nação persa.
As conversas indiretas entre os EUA e o Irã encerraram-se na semana passada sem qualquer avanço significativo rumo a um entendimento duradouro. Isso ocorre mesmo após um cessar-fogo de 60 dias que visava criar espaço para a diplomacia entre as partes envolvidas.
Durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou: "Ou vamos fazer um acordo ou vamos terminar o serviço. Certo? E não será difícil terminar o serviço. Eu prefiro fazer um acordo, porque não quero afetar 91 milhões de pessoas". Essas palavras refletem a postura firme do presidente em relação à situação no Oriente Médio.
Trump ameaçou que os Estados Unidos poderiam, se decidissem, causar danos significativos ao Irã, mencionando que "podemos derrubar as pontes deles em uma hora, podemos acabar com o fornecimento de energia deles… Eles não têm dinheiro agora. Nós não demos dinheiro nenhum a eles".
Essa declaração ocorre em um momento delicado, coincidindo com o funeral de Ali Khamenei, que foi o líder supremo do Irã e foi assassinado em uma operação conjunta dos EUA e Israel. A cerimônia de despedida despertou um forte sentimento de unidade entre os iranianos, que buscam definir os próximos passos da nação.
Mohammad Bagher Ghalibaf, figura importante nas negociações do Irã com os EUA, também esteve presente em meio a esse cenário de incertezas. A tensão entre as nações se intensifica enquanto o futuro das relações bilaterais permanece indefinido.