Guilherme Boulos critica Tabata Amaral por comparações com deputados da direita

Na última segunda-feira (6), o ministro Guilherme Boulos, atuando na Secretaria-Geral da Presidência e membro do PSOL, manifestou descontentamento em relação a uma publicação da deputada Tabata Amaral, do PSB de São Paulo. A parlamentar comparou seu desempenho legislativo com o de outros deputados, citando nomes como Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles, e questionou o número de projetos aprovados por eles.

Em um vídeo postado nas redes sociais, Tabata Amaral fez um balanço do trabalho dos cinco deputados mais votados nas últimas eleições para a Câmara, destacando a discrepância entre a quantidade de votos recebidos e a produção legislativa. A deputada afirmou: “Isso aqui não é normal, gente. Não pode ser. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que tão recebendo migalhas em retorno”.

A análise da deputada incluiu dados sobre a efetividade legislativa de cada um. Nikolas Ferreira, por exemplo, teria aprovado três projetos em um único mandato, enquanto Boulos, em seu mandato, teria conseguido aprovar cinco. Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro também foram mencionados, com cinco projetos aprovados, mas em mandatos diferentes. Ricardo Salles foi criticado por não ter aprovado nenhum projeto até o momento.

Em resposta, Guilherme Boulos, que recebeu 1.001.453 votos em São Paulo na eleição de 2022, não apenas refutou as comparações feitas por Amaral, mas também expressou sua desapontamento com a posição de uma colega do campo progressista. Por meio de uma publicação na plataforma X, ele lamentou a crítica e destacou a importância de seu trabalho legislativo, incluindo a aprovação da Lei das Cozinhas Solidárias, que, segundo ele, ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome.

Além de defender sua atuação, Boulos também criticou os projetos apoiados por Tabata Amaral, mencionando a Reforma da Previdência de Bolsonaro e uma lei que, segundo ele, criminaliza críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza. O ministro concluiu sua publicação reafirmando seu orgulho pelos projetos que conseguiu aprovar, ressaltando a relevância deles para a sociedade.

A troca de farpas entre Boulos e Amaral evidencia as tensões internas que podem surgir dentro do campo progressista, especialmente em um momento político delicado para o Brasil, onde a produção legislativa é um tema sensível e de grande importância para os eleitores.

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