Flávio Bolsonaro critica operação da Polícia Federal como manobra política

Na manhã desta quarta-feira (8/7), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerando reações entre seus aliados políticos e reacendendo a discussão sobre a relação entre a defesa do ex-chefe do Executivo e o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) criticou a diligência, considerando-a uma tentativa de criar um fato político que desviasse a atenção de sua atuação em Washington.

Flávio Bolsonaro afirmou que a defesa de seu pai tinha colaborado com as determinações judiciais, incluindo o envio de documentos ao STF sobre a localização das armas registradas em nome de Jair Bolsonaro. Para o senador, a busca foi desnecessária e visou gerar uma repercussão negativa em relação ao ex-presidente. "O presidente Bolsonaro acabou de tomar mais uma busca e apreensão agora pela manhã, o que, na minha concepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça neste momento em que estou aqui trabalhando pelo Brasil, para tentar dividir o noticiário com coisas negativas", declarou Flávio.

O senador está nos Estados Unidos participando de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), onde se discute uma proposta de tarifa adicional de 25% sobre algumas exportações brasileiras.

A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, ocorreu após a defesa de Jair Bolsonaro apresentar versões divergentes sobre a localização de parte do armamento registrado em seu nome. Na decisão, Moraes justificou que as inconsistências tornavam necessária a ação para verificar a existência de armas, munições, acessórios ou documentos relacionados ao acervo do ex-presidente.

Os advogados de Bolsonaro relataram que os agentes chegaram ao condomínio por volta das 7h e permaneceram no local por cerca de uma hora e meia. Ao final da operação, nenhum material ou armamento foi apreendido.

Flávio Bolsonaro também criticou o tratamento dispensado durante a ação, afirmando que a operação questionou informações que, segundo ele, já haviam sido prestadas oficialmente pela defesa de seu pai. Apesar de suas críticas, o senador reconheceu o comportamento respeitoso dos policiais durante a vistoria completa da residência.

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