Caged: Brasil Registra Criação de 85,8 Mil Empregos em Novembro

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados revelam crescimento no mercado de trabalho

Em novembro, o Brasil gerou 85.864 novas vagas de emprego formal, conforme o Caged. Confira os detalhes!

1. Lead:
Em um cenário que reflete tanto desafios quanto oportunidades, o Brasil criou 85.864 novas vagas de emprego formal em novembro de 2025, de acordo com os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse número é resultado de 1.979.902 admissões contra 1.894.038 desligamentos, revelando um crescimento que, embora positivo, é inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

2. Contexto do Mercado de Trabalho:
A criação de novos postos de trabalho é um indicativo importante da recuperação econômica, mas a análise dos dados mostra que, no acumulado do ano, o total de vagas abertas até novembro é de 1.339.878, o que representa uma queda em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abertas 1.781.293 vagas. A diferença sugere que o mercado ainda enfrenta desafios para alcançar os níveis de emprego anteriores à pandemia.

3. Variação por Setor:
Os dados do Caged indicam que apenas dois dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos, destacando-se: Serviços: +75.131 postos, impulsionado principalmente por atividades de informação, comunicação e finanças. Comércio: +78.249 postos, com destaque para o comércio varejista. Construção Civil: -23.804 postos, uma das áreas mais afetadas. Indústria: -27.135 postos, refletindo a dificuldade do setor em se recuperar plenamente. Agropecuária: -16.556 postos, enfrentando também desafios significativos.

4. Análise Demográfica:
Em termos de grupos populacionais, as mulheres foram as mais beneficiadas, com a criação de 93.087 novas vagas, em comparação com 7.223 para os homens. Além disso, os jovens e adolescentes também registraram crescimento nas oportunidades de trabalho, com 79.567 vagas para a faixa etária de 18 a 24 anos e 20.752 para adolescentes até 17 anos.

5. Desempenho por Estado:
O crescimento do emprego não foi uniforme em todo o Brasil. As unidades da federação que se destacaram na criação de postos foram:
São Paulo: +31.104 postos (alta de 0,2%). Rio de Janeiro: +19.961 postos (alta de 0,5%). Pernambuco: +8.996 postos (alta de 0,5%). Por outro lado, os estados com os maiores saldos negativos foram: Minas Gerais: -8.740 postos. Goiás: -8.413 postos.

  • Mato Grosso: -5.802 postos.

6. Salário Médio:
Em novembro, o salário médio real foi de R$ 2.310,78, com um aumento de R$ 5,78 (0,3%) em relação a outubro. Comparado ao mesmo mês do ano anterior, houve um aumento real de R$ 67,95 (3,03%). Para os trabalhadores típicos, o salário médio foi de R$ 2.355,56, enquanto os não típicos apresentaram um salário médio de R$ 1.991,42, evidenciando uma discrepância significativa.

7. Conclusão:
Os dados do Caged são um reflexo das nuances do mercado de trabalho brasileiro. Apesar do crescimento no número de empregos, a queda no acumulado do ano e os saldos negativos em setores chave indicam a necessidade de políticas públicas que incentivem a geração de emprego e a recuperação das áreas mais afetadas pela crise econômica.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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