Fontes confirmaram que o Paquistão e o Catar estão atuando para reiniciar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Esses países foram os principais mediadores nas conversas realizadas na Suíça, que resultaram em um acordo provisório assinado em junho. Omã também teve um papel importante ao facilitar as primeiras discussões diplomáticas entre as partes.
Na noite de quarta-feira, dia 8, o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão fez um apelo para que todas as partes envolvidas exercessem contenção e se abstivessem de ações que possam piorar a paz e a estabilidade na região. Em comunicado, a chancelaria destacou que "não há alternativa ao envolvimento contínuo, ao diálogo e à diplomacia para alcançar o objetivo comum de paz na região".
O órgão ainda insistiu que as partes devem cumprir os compromissos estabelecidos no Memorando de Entendimento de Islamabad, o qual continua a ser uma base sólida para a compreensão, respeito mútuo e prosperidade compartilhada na região e além.
A quinta-feira, dia 9, registrou o segundo dia de confrontos entre os EUA e o Irã, colocando em risco o já frágil cessar-fogo. Os militares americanos relataram que atacaram 90 alvos ao longo da costa iraniana durante a noite. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã informou que disparou contra bases militares americanas localizadas no Kuwait e no Bahrein.
Esses eventos refletem o aumento das tensões entre os dois países, que têm buscado uma solução diplomática, mas enfrentam desafios significativos em meio a um contexto de hostilidade crescente. A continuidade das negociações e a busca por uma solução pacífica permanecem incertas frente aos recentes ataques e à escalada militar.