Primeiro registro de gripe aviária H5N1 em ave nativa é confirmado na Austrália

A Austrália confirmou, nesta sexta-feira (10), a presença do vírus da gripe aviária H5N1 em uma ave marinha nativa, um marco que sinaliza uma nova fase na propagação da doença no país. A infecção foi identificada em uma andorinha-do-mar-de-crista, localizada na cidade costeira de Robe, no estado da Austrália do Sul, de acordo com a ministra da Agricultura, Julie Collins.

Este evento representa o primeiro registro de infecção por H5N1 em uma ave marinha nativa, já que todos os casos anteriores haviam sido detectados em aves migratórias. Com a confirmação deste caso, o número total de infecções confirmadas na Austrália chega a 12, após a confirmação de mais duas infecções na Austrália do Sul e uma na Austrália Ocidental na mesma data.

Julie Collins expressou preocupação com o desenvolvimento, embora tenha destacado que não era uma ocorrência inesperada. Até o momento, não foram encontradas evidências de mortalidade em massa nem de transmissão do vírus para aves de criação ou para o setor agropecuário de maneira geral.

"Nossos cientistas estão realizando estudos adicionais para determinar a possível via de transmissão que levou à infecção da ave marinha australiana", afirmou Collins. Ela acrescentou que a ave em questão é uma espécie costeira cuja área de ocorrência se sobrepõe à de aves migratórias que já testaram positivo para o H5.

Em junho, a Austrália se tornou o último continente a registrar um caso do vírus H5N1 em seu território continental. Contudo, a presença do vírus já havia sido detectada anteriormente, no final de 2025, na Ilha Heard, um território subantártico australiano localizado a cerca de 4.100 quilômetros da Austrália continental.

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