Expectativas do agronegócio e críticas ao governo atual marcam a trajetória para as eleições.
Com críticas ao governo Lula e expectativas de mudança, o setor produtivo se prepara para as eleições de 2026.
O cenário eleitoral para 2026 já começa a se desenhar, com o setor produtivo manifestando sua insatisfação em relação ao governo atual. A relação entre o agronegócio e o governo Lula se deteriorou, especialmente após a ascensão de Jair Bolsonaro como representante desse segmento. Maurício Buffon, CEO da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), sinaliza que a insatisfação não se limita apenas à soja, mas se estende a todo o setor produtivo.
Expectativas e Desafios do Setor Produtivo
Buffon ressalta que, apesar das dificuldades enfrentadas em 2025 — com um mercado de soja estagnado e uma demanda aquém da expectativa — as perspectivas para 2026 não são animadoras. O produtor precisa comercializar para cobrir seus custos, e isso dependerá significativamente da safra brasileira e da produção norte-americana.
Ele critica as políticas públicas do governo, que, segundo ele, não têm favorecido o setor. O Plano Safra, os incentivos e as questões de juros e seguros não têm sido tratados adequadamente, o que gera uma pressão crescente sobre os produtores. Essa falta de apoio pode resultar em consequências diretas para a população, com uma possível escassez de alimentos nas prateleiras dos supermercados.
Mobilização Política nas Eleições de 2026
O CEO da Aprosoja afirma que o setor produtivo está se organizando para trabalhar pela mudança de governo nas eleições de 2026. Embora ainda não se saiba qual candidato apoiará, a expectativa é que seja alguém que compreenda as necessidades do agronegócio como um todo. O endividamento e a necessidade de reestruturação são pontos críticos, e uma relação mais próxima com o governo é desejada.
Logística e Crescimento da Produção
Buffon também aborda as questões logísticas que impedem o aumento da produção de soja no Brasil. A necessidade de uma infraestrutura eficiente — incluindo rodovias e ferrovias — é fundamental para o escoamento da produção. Ele menciona a importância da Ferrogrão e das hidrovias, que poderiam reduzir custos e aumentar a competitividade. Contudo, a burocracia e as questões ambientais têm atrasado esses projetos.
Acordo Mercosul-União Europeia
Apesar das críticas ao governo, Buffon vê o acordo entre Mercosul e União Europeia como uma oportunidade potencial para o agronegócio. Ele acredita que a abertura de novos mercados, especialmente para carnes, pode beneficiar a soja e milho, gerando ganhos para os produtores. No entanto, ele alerta que existem forças contrárias ao acordo na Europa, que usam questões ambientais como argumento para bloquear a concorrência com os produtos brasileiros.
Diante desse cenário, o setor produtivo se prepara para um ano de desafios e mudanças, com a esperança de que as eleições de 2026 tragam novas perspectivas e oportunidades para o agronegócio brasileiro.
Fonte: brazileconomy.com.br
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