Pat Symonds critica as concessões feitas pela FIA nas novas regras.
Pat Symonds critica as novas regras da unidade de potência da Fórmula 1, apontando que as concessões feitas pela FIA resultaram em um projeto insatisfatório.
A nova unidade de potência da Fórmula 1, que entrará em vigor em 2026, tem gerado controvérsias e críticas, especialmente por parte de Pat Symonds, ex-diretor técnico da categoria. Ele expressou seu descontentamento com o resultado das novas regras, que, segundo ele, são um reflexo de concessões excessivas feitas pela FIA às demandas das equipes.
Compromissos excessivos comprometem a inovação
Symonds analisou a situação em entrevista à Autocar, afirmando que a FIA tornou-se excessivamente democrática em suas decisões. Ele comparou o resultado final do projeto a um ‘camelo’, uma referência à ideia de que, quando um grupo tenta criar um projeto coletivo sem uma visão clara, o resultado pode ser insatisfatório. Ele criticou a retirada do sistema MGU-H, que melhorava a eficiência dos motores, afirmando que essa decisão foi um retrocesso.
O que foi decidido para a unidade de potência de 2026
- Remoção da MGU-H: O sistema que permitia a recuperação de energia foi eliminado, o que, para muitos, é uma perda significativa na eficiência energética.
- Envolvimento de novos fabricantes: A FIA buscou atrair novos participantes, como Ford e Audi, mas a abordagem democrática pode ter prejudicado o desenvolvimento técnico.
- Proposta de recuperação de energia: Symonds mencionou uma proposta para permitir a recuperação de energia do eixo dianteiro, que foi rejeitada devido à resistência de uma das equipes.
Perspectivas para o futuro
Embora Symonds tenha expressado frustração com as novas regras, ele reconhece que outras áreas do carro, como o chassi e a aerodinâmica, estão em um caminho positivo. Contudo, a falta de um sistema eficiente de recuperação de energia pode limitar o desempenho geral da nova unidade de potência e, consequentemente, o espetáculo nas pistas.
O impacto para os fãs e equipes
- Expectativa de desempenho: As equipes e fãs podem esperar um desempenho diferente, que pode não corresponder às expectativas criadas anteriormente.
- Desenvolvimento contínuo: A Fórmula 1 continuará a evoluir, mas as decisões de hoje moldarão o futuro da categoria.
As críticas de Symonds refletem as tensões entre a busca por inovação e a necessidade de atender às demandas das equipes, um dilema que a Fórmula 1 enfrentará nos próximos anos.
Fonte: www.racefans.net
