Debate sobre concessão de saídas temporárias se intensifica com evasões de criminosos
Mais de 250 presos não retornaram de saída temporária de Natal, acendendo discussões sobre a efetividade do benefício.
Os recentes eventos envolvendo a saída temporária de Natal levantaram preocupações sobre a eficácia e a segurança do sistema penitenciário brasileiro. A chamada ‘saidinha’ resultou na fuga de 258 detentos, muitos dos quais são considerados de alta periculosidade. Essa situação reacende o debate sobre a concessão de saídas temporárias, especialmente para indivíduos ligados a facções criminosas.
A situação dos foragidos
Entre os fugitivos, destaca-se Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado, um notório criminoso associado ao Comando Vermelho. Ele, juntamente com outros 257 presos, não retornou ao cumprimento de pena após a data prevista, que era 30 de dezembro. Este evento não apenas reflete a falha no monitoramento dos detentos, mas também expõe as fragilidades do sistema de justiça em lidar com indivíduos de alta periculosidade.
- Tiago Vinicius Vieira: classificado como de altíssima periculosidade. Preso em 2018 por tráfico de drogas, estava foragido quando recebeu o benefício.
- Outros foragidos destacados: André Luiz de Almeida (Nestor do Tuiuti), Márcio Aurélio Martinez Martelo (Bolado) e Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira (Salgueiro). Todos têm influência em comunidades do Rio de Janeiro.
As estatísticas revelam que 150 dos 258 foragidos estão ligados ao Comando Vermelho, o que representa aproximadamente 58,1% do total de evasões. Outros 39 são associados ao Terceiro Comando Puro (TCP), e 23 pertencem à facção Amigos dos Amigos (ADA).
O que está em jogo
A situação atual levanta questões sobre a segurança pública e a continuidade das saídas temporárias. Com a legislação permitindo que presos do regime semiaberto que cumpriram parte da pena tenham direito a este benefício, a prática precisa ser revista à luz das falhas ocorridas. A distribuição dos foragidos sugere uma concentração significativa de membros de facções criminosas, o que pode indicar uma falha na avaliação do comportamento e da segurança dos detentos.
Considerações finais
- Impacto na segurança pública: O aumento de foragidos pode resultar em um crescimento na criminalidade, afetando a segurança da população.
- Necessidade de revisão das políticas: O sistema penitenciário deve reavaliar a concessão de saídas temporárias, especialmente para aqueles ligados a organizações criminosas.
- Ações necessárias: O fortalecimento do monitoramento dos detentos e uma análise mais crítica sobre quem recebe esses benefícios são fundamentais para evitar novas evasões.
Esses eventos sublinham a importância de um sistema de justiça penal mais rigoroso e eficaz, capaz de garantir a segurança da sociedade e a reabilitação adequada dos presos. O debate sobre a concessão de saídas temporárias se torna ainda mais relevante à medida que o número de foragidos cresce, colocando em risco tanto a segurança pública quanto a credibilidade do sistema de justiça.
Fonte: baccinoticias.com.br
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