Presidente da Venezuela fala sobre a possibilidade de cooperação em combate ao tráfico de drogas.
Maduro sinaliza abertura para diálogo com Washington, mas evita comentar sobre ataques aéreos dos EUA.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recentemente manifestou sua disposição para abrir negociações com o governo dos Estados Unidos, buscando um diálogo sobre o combate ao tráfico de drogas. Esta declaração surge em um contexto de pressão intensa do governo Trump, que tem realizado uma série de ataques aéreos contra embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico.
Abertura para o diálogo
Maduro afirmou: “O governo dos EUA sabe, porque já informamos a muitos de seus porta-vozes, que se eles desejam discutir seriamente um acordo para combater o tráfico de drogas, estamos prontos”. Esta é a primeira vez que o líder venezuelano parece disposto a considerar um entendimento com Washington, refletindo a crescente pressão que enfrenta internamente e externamente.
Ataque e suas implicações
Apesar de sua abertura ao diálogo, Maduro se esquivou de comentar sobre um ataque aéreo que, segundo relatos da mídia, teve como alvo uma instalação de embarque ao longo da costa venezuelana. O ataque, supostamente realizado pela CIA, foi considerado um marco, sendo a primeira ação terrestre conhecidamente atribuída aos EUA na Venezuela. O presidente Trump confirmou a ação em entrevista, dizendo: “Nós acabamos de derrubar uma instalação ligada à Venezuela”. No entanto, detalhes adicionais sobre essa operação não foram fornecidos, e a Casa Branca não comentou posteriormente sobre o evento.
Detalhes da campanha militar dos EUA
Desde setembro, a administração Trump intensificou suas operações na região, com um aumento significativo na presença naval dos EUA ao largo da costa venezuelana, incluindo a chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford ao Caribe. As autoridades alegam que essas ações visam interromper as atividades dos cartéis que operam na área. Contudo, a legalidade dessas operações tem sido questionada por legisladores americanos, que levantam preocupações sobre o uso da força militar no combate ao tráfico de drogas.
A resposta de Maduro
Maduro, por sua vez, critica a abordagem dos EUA, alegando que o governo norte-americano busca impor-se por meio de “ameaças, intimidação e força”. Em uma tentativa de suavizar a relação, ele expressou a disponibilidade da Venezuela para investir em suas vastas reservas de petróleo, sugerindo que o país está aberto a parcerias com empresas americanas como a Chevron. “Se eles querem petróleo, a Venezuela está pronta para o investimento dos EUA, quando e como eles quiserem”, declarou.
O futuro das relações EUA-Venezuela
Embora Maduro tenha negado qualquer ligação com o tráfico de drogas e acusado os EUA de fabricarem um conflito, suas últimas declarações indicam um desejo de encontrar uma solução pacífica. Ele afirmou que o povo americano deve saber que a Venezuela possui um governo e um povo amigáveis e pacíficos.
A relação entre os dois países continua tensa, especialmente após a eleição de 2024, que a comunidade internacional considera fraudulenta, resultando na não reconhecida legitimidade de Maduro como presidente.
Trump, por sua vez, tem flutuado entre a possibilidade de negociações com Maduro e a retórica de que os dias do presidente venezuelano estão contados. Ele também não descarta a possibilidade de um conflito militar, complicando ainda mais a situação.
Em meio a esse panorama, a pergunta sobre o futuro das relações entre os EUA e a Venezuela permanece. A disposição de Maduro para dialogar poderá ser um passo em direção a uma resolução, ou será apenas uma manobra política em resposta à pressão contínua dos Estados Unidos.
Fonte: www.nbcnews.com
Fonte: a U.S. strike Dec. 12.U.S. Southern Command
