Legisladores enfrentam desafios para recuperar influência e poder no segundo ano da administração.
Com o segundo ano de Trump, o Congresso enfrenta o desafio de recuperar seu papel em meio a um governo autoritário.
O segundo ano da administração Trump se inicia com um Congresso em busca de reafirmação de seu poder. Após um primeiro ano em que o presidente operou com liberdade quase total, ignorando frequentemente as prerrogativas legislativas, os legisladores enfrentam um dilema crucial: como recuperar a influência perdida diante de um governo que tem operado com uma abordagem autoritária.
O cenário atual
As lições aprendidas no primeiro ano da administração de Trump revelam um Congresso que, em grande parte, permitiu que o presidente avançasse sem as devidas verificações. Com a maioria republicana nas duas câmaras, a resistência a suas ações tem sido escassa. Desde mudanças unilaterais em políticas de tarifas até intervenções militares sem autorização, o presidente tem operado sem considerar as aprovações legislativas necessárias.
Desafios enfrentados
Reuniões de emergência: Legisladores precisam se reunir com urgência para discutir como retomar o controle sobre decisões orçamentárias e políticas.
Pressão dos eleitores: Com as eleições de meio de mandato se aproximando, os representantes estão ouvindo as queixas de seus eleitores sobre a inflação e a gestão econômica.
Ações unilaterais do presidente: Trump não hesitou em autorizar ações significativas, como ataques militares e alterações em leis, sem consultar o Congresso.
Estratégias para recuperação
Apoio bipartidário: Há um clamor crescente por uma frente unida entre os partidos para contestar as ações presidenciais que ignoram o legislativo.
Desvio das lideranças: Alguns membros da Câmara dos Deputados estão utilizando petições de dispensa para avançar propostas que desafiem diretamente o presidente, como investigações sobre casos polêmicos.
O papel dos tribunais: Com o Congresso se sentindo impotente, muitos legisladores acreditam que o sistema judiciário se tornará o principal baluarte contra excessos presidenciais.
Implicações futuras
À medida que os legisladores se preparam para o próximo ciclo eleitoral, a pressão para demonstrar eficácia e controle aumentará. A capacidade do Congresso de se afirmar depende não apenas de uma estratégia coesa, mas também da vontade de seus membros de desafiar a administração atual. O que está em jogo é mais do que apenas poder legislativo; é a própria essência da democracia e a capacidade de um governo ser responsabilizado.
Com menos de um ano até as eleições de meio de mandato, o futuro do Congresso e sua influência nas decisões governamentais estão em jogo, e a resposta dos legisladores poderá definir o cenário político por anos.
Fonte: www.nytimes.com
Fonte: Eric Lee for The New York Times
