Ministro da Defesa anuncia mobilização total em resposta a ataques dos EUA.
Após a captura de Maduro, o governo venezuelano coloca suas Forças Armadas em estado de alerta máximo devido aos ataques dos EUA.
A captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos, provocou uma resposta contundente do governo da Venezuela. O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, condenou os bombardeios e anunciou a ativação de todas as capacidades militares do país para a defesa do território nacional.
Contexto da Tensão Militar
Os ataques norte-americanos, que atingiram alvos militares e áreas urbanas, foram classificados por Padrino como uma “agressão militar criminosa”. Durante os bombardeios, instalações militares e comunidades em Caracas e outros estados, como Miranda e Aragua, foram impactadas. O ministro relatou que mísseis foram disparados a partir de helicópteros de combate dos EUA, e há relatos de vítimas civis, o que agrava a situação humanitária.
Mobilização das Forças Armadas
Em resposta, foi decretado um estado de comoção externa. As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) estão em prontidão operacional, mobilizando recursos terrestres, aéreos e navais. A articulação entre forças militares e policiais foi descrita como uma “fusão popular-militar-policial”, com o objetivo de garantir a defesa integral do país. Padrino também rejeitou a justificativa dos EUA de que a ofensiva estaria relacionada ao combate ao narcotráfico, indicando que se trata de uma tentativa de mudança de regime.
Repercussões e Apelos Internacionais
Além da mobilização militar, o governo venezuelano declarou emergência nacional e pediu à comunidade internacional que condene a violação da Carta das Nações Unidas. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu prova de vida de Maduro, que permanece desaparecido desde a captura. A crise atual intensifica a tensão entre Washington e Caracas, que já estava em alta devido a sanções e a presença militar dos EUA na região.
A situação na Venezuela continua a evoluir, com impactos não apenas no país, mas também nas relações internacionais e na estabilidade da América Latina.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Jesus Vargas/Getty Images