Governo britânico reafirma controle sobre as Malvinas após ato de jogadores argentinos

Na última quinta-feira (16/7), um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que As Ilhas Malvinas pertencem ao Reino Unido. A declaração veio após a seleção argentina exibir uma bandeira com a frase "As Malvinas são argentinas" durante as semifinais da Copa do Mundo, após derrotar a Inglaterra. A disputa pelo território, que motivou uma guerra em 1982, voltou a ser pauta em meio ao torneio esportivo.

O representante do governo britânico destacou que, apesar de a Copa do Mundo não ser uma conquista do Reino Unido, a soberania sobre as ilhas é inegociável. "A autodeterminação cabe aos habitantes das ilhas. Nossa posição não mudou. Nosso compromisso nunca vacilará", declarou, referindo-se ao plebiscito de 2013, quando 99,8% da população local votou pela manutenção do arquipélago como um Território Ultramarino do Reino Unido.

O secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, também se manifestou sobre o ocorrido, sugerindo que a FIFA deve investigar a atitude dos jogadores argentinos. Ele afirmou que "a política deve ficar separada do futebol", ressaltando que esse é um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo. Kyle expressou a expectativa de que a FIFA conduza uma investigação sobre o incidente.

As Ilhas Malvinas, conhecidas como "Falkland Islands" pelos britânicos, estão localizadas a 600 quilômetros da costa da Argentina. O conflito de 1982 resultou na morte de 649 argentinos e 255 britânicos ao longo de 74 dias de combate, que culminou na rendição da Argentina. Apesar da derrota, o país sul-americano continua a reivindicar a soberania sobre o território.

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