O governador Ratinho Junior se depara com um desafio significativo ao tentar eleger o deputado federal Sandro Alex como seu sucessor no Governo do Estado. A força-tarefa montada no Palácio Iguaçu, que conta com a experiência política de sua equipe, terá que superar não apenas os altos índices de aprovação que Ratinho Junior conquistou, mas também a resistência que pode surgir, inclusive dentro de sua própria base de apoio.
A trajetória política do governador, marcada por um ambiente de diálogo e construção institucional nos últimos sete anos, pode ser ameaçada por confrontos que substituam essa abordagem por uma radicalização do debate. Enquanto Ratinho Junior busca focar em uma agenda que atenda às necessidades do Estado e da administração pública, seus adversários estão determinados a polarizar o debate, o que representa um dos maiores desafios da sucessão estadual. Esse embate, especialmente nas redes sociais, frequentemente se transforma em um espaço para desinformação e ataques pessoais.
Ratinho Junior sempre se destacou como um político de perfil moderado, o que lhe rendeu visibilidade nacional e gerou especulações sobre uma possível candidatura à Presidência da República. Entretanto, sua estratégia não parece ser responder à agressividade de seus adversários com os mesmos métodos. A questão central que se coloca é como enfrentá-los, considerando que muitos deles podem optar por um confronto constante em vez de apresentar propostas concretas para o Estado.
A sucessão de 2026 promete ser marcada por disputas acirradas e uma intensificação do discurso político. Uma dúvida que paira no ar é se o governador conseguirá manter a unidade em sua base, além de contar com o capital político necessário para proteger seu legado e garantir a eleição de seu sucessor.
Outro aspecto importante é a necessidade de Ratinho Junior convencer aliados políticos influentes, como o ex-prefeito Rafael Greca, do MDB, a se unir em apoio a Sandro Alex. Além disso, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, também é um aliado estratégico, embora tenha enfrentado hostilidades na campanha anterior por parte de Cristina Graeml, que agora é parte do grupo do PSD. Esses fatores tornam a tarefa do governador ainda mais desafiadora, à medida que ele busca consolidar apoio em um cenário político cada vez mais complexo.