A Trump Media, empresa ligada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou um plano para oferecer um serviço de acesso especial e de alta velocidade às publicações na plataforma Truth Social. O serviço, denominado Truth PSI, foi anunciado no dia 16 e pode incluir postagens que afetem a segurança nacional e os mercados financeiros.
Com o novo recurso, corretoras de Wall Street e outras instituições teriam acesso a notícias postadas na Truth Social em milissegundos, permitindo que se aproveitassem de movimentos subsequentes em ações, títulos e taxas de juros. Essa iniciativa representa um modelo de monetização inspirado em plataformas de pagamento, mas com uma particularidade: Trump, como maior acionista da empresa controladora de capital aberto, seria diretamente beneficiado.
Kathleen Clark, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Washington e especialista em conflitos de interesse, criticou a proposta afirmando que se trata de uma exploração indevida do poder governamental. "Ele está vendendo acesso privilegiado e acelerado a informações sobre o que está fazendo como presidente", afirmou.
Embora a Trump Media não tenha comentado se o novo serviço está sendo lucrativo devido à presidência, o comunicado divulgado menciona que os usuários poderão visualizar as contas mais populares da Truth Social antes das demais. Atualmente, Donald Trump possui 12,9 milhões de seguidores, seguido por seu filho Don Jr. e Eric Trump.
Nos últimos meses, Trump utilizou a plataforma para compartilhar decisões importantes, incluindo postagens sobre a guerra com o Irã e políticas relacionadas à Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). No entanto, Trump não se comprometeu a se desfazer de seus ativos financeiros ou a criar um fundo fiduciário cego, o que é uma prática comum entre políticos em cargos executivos.
Recentemente, a Trump Media tem buscado incrementar o valor de suas ações, explorando novos setores como criptomoedas e serviços financeiros. A empresa também anunciou a troca de seu CEO, Devin Nunes, por Kevin McGurn, um executivo com experiência na área de mídia.