Nas últimas 24 horas, o Estreito de Ormuz registrou a passagem de seis embarcações, conforme dados da MarineTraffic, sinalizando uma intensa movimentação em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo. Dentre os navios, dois de carga e um navio-tanque deixaram o estreito, enquanto dois navios-tanque e um navio de carga ingressaram, mantendo a média de tráfego observada nos dias anteriores, embora tenha havido uma redução no movimento geral.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a implementação de uma taxa de 20% sobre toda a carga que transita pela via, o que adiciona mais pressão ao transporte marítimo na região. Essa mudança ocorre em um contexto de crescente tensão entre os EUA e o Irã, refletida em um aumento das atividades de GPS spoofing, uma técnica de interferência que desvia os sistemas de navegação, fazendo com que a localização dos navios apareça incorretamente.
A prática de GPS spoofing teve um aumento notável após o fracasso das negociações entre Teerã e Washington no início deste mês, indicando um agravamento nas tensões geopolíticas. Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA intensificaram suas operações, realizando uma nova série de ataques aéreos contra o Irã nesta sexta-feira (17), marcando o sétimo dia consecutivo de hostilidades na região.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) divulgou que os ataques se iniciaram às 15h (16h em Brasília) e têm como objetivo “continuar a degradar as capacidades militares iranianas”. No entanto, detalhes sobre os alvos dos ataques não foram revelados.
Em um incidente separado, uma usina de dessalinização de água no Kuwait foi atingida por um ataque iraniano, resultando em incêndios e levando o governo local a solicitar que a população economize eletricidade devido ao intenso calor, que pode chegar a 46 °C. O Ministério de Eletricidade, Água e Energia Renovável do Kuwait confirmou que as unidades de geração elétrica foram danificadas, mas o incêndio foi controlado.
O Kuwait tem sido frequentemente alvo de ataques iranianos desde o início do mês, com suas usinas de energia e dessalinização já tendo sido atacadas anteriormente. Além do Kuwait, os ataques iranianos também se estenderam a outros países, como Omã, Jordânia e Catar, onde uma criança ficou ferida devido a estilhaços de um ataque interceptado. No Iraque, um ataque com mísseis e drones resultou na morte de nove combatentes de um grupo curdo-iraniano, conforme relato de um representante da organização.