A proposta visa a construção de um 'Exército dos Sonhos' em tempos de incerteza
Em um momento de crescente tensão internacional, Trump propõe um aumento drástico nos gastos com defesa, buscando criar uma força militar sem precedentes.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma proposta ousada na última quarta-feira, sugerindo que os gastos com defesa devem atingir 1,5 trilhões de dólares em 2027. Essa proposta, que ele descreveu como essencial para a construção de um “Exército dos Sonhos”, é apresentada em um contexto de crescente tensão internacional e operações militares em andamento.
O contexto geopolítico da proposta
A proposta de Trump surge em meio a uma série de eventos que aumentaram as tensões nos Estados Unidos e na América Latina. Recentemente, ele ordenou operações militares para capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro, acusado de tráfico de drogas, enquanto forças americanas se mobilizam no Mar do Caribe. Essa movimentação militar é acompanhada de um discurso que enfatiza a necessidade de um fortalecimento das capacidades defensivas dos EUA, refletindo o que ele considera um período de “tempos problemáticos e perigosos”.
Além disso, Trump fez declarações polêmicas sobre a aquisição do território dinamarquês da Groenlândia, citando razões de segurança nacional. Isso, juntamente com sugestões de intervenções militares na Colômbia, destaca uma postura agressiva em relação à política externa americana, que, segundo ele, é necessária para garantir a segurança dos cidadãos e dos interesses americanos.
Detalhes sobre os gastos propostos
O orçamento militar atual de 2026 é de aproximadamente 901 bilhões de dólares, o que faz com que o aumento proposto represente quase um crescimento de 66%. Trump argumenta que os recursos adicionais são viáveis devido ao aumento da receita gerada por tarifas comerciais impostas durante sua administração. Em suas palavras, esse investimento permitirá a construção de um exército que possa garantir a segurança em qualquer situação adversa.
Como parte de sua estratégia, Trump também fez ameaças à Raytheon, uma das principais contratadas de defesa dos EUA, caso a empresa não interrompa práticas de recompra de ações e passe a investir mais em sua capacidade de fabricação de armamentos. Ele expressou frustração com o atraso nas entregas de armamentos cruciais, enquanto os executivos das empresas de defesa continuam a receber altos salários e a distribuir dividendos aos investidores.
“Se a Raytheon não se ajustar e não começar a investir em infraestrutura e equipamentos, eles não farão mais negócios com o Departamento de Defesa”, declarou Trump, enfatizando que os lucros devem ser reinvestidos no fortalecimento da capacidade militar do país.
Essas declarações provocaram reações no mercado financeiro, com ações de várias grandes empresas de defesa caindo, refletindo a inquietação dos investidores com as novas diretrizes propostas por Trump. A situação é um indicativo de como a política de defesa dos EUA pode impactar não apenas a segurança nacional, mas também a economia das empresas que dependem fortemente dos contratos com o governo.
Fonte: www.pbs.org
Fonte: Aamer Madhani, Associated Press Aamer Madhani, Associated Press
