Retirada dos EUA de organizações internacionais marca mudança drástica na política externa

President Donald Trump points to the crowd as he walks off stage after speaking to House Republican lawmakers during their annual policy retreat, Tuesday, Jan

A administração Trump afunda ainda mais no isolamento global

A administração de Donald Trump anuncia a retirada dos EUA de diversas organizações internacionais, incluindo agências da ONU, gerando críticas e preocupações globais.

A administração de Donald Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos de dezenas de organizações internacionais, incluindo importantes agências da ONU e o tratado que fundamenta as negociações climáticas globais. Essa decisão não apenas destaca um afastamento acentuado da cooperação multilateral, mas também gerou forte crítica por parte de diplomatas e especialistas em clima.

A nova abordagem da administração Trump em relação à diplomacia internacional

O presidente Trump assinou uma ordem executiva que suspende o apoio dos EUA a 66 organizações, agências e comissões internacionais. Esta decisão foi motivada por uma revisão da participação e financiamento dos Estados Unidos em entidades internacionais, principalmente aquelas vinculadas às Nações Unidas. A administração classificou muitas dessas instituições como redundantes, mal administradas e desnecessárias, afirmando que elas representam uma ameaça à soberania e prosperidade dos EUA.

Entre as organizações afetadas, destacam-se a agência de população da ONU e o tratado que estabelece as negociações climáticas internacionais, o que marca um retrocesso significativo na participação dos EUA em esforços globais para enfrentar desafios como a mudança climática. Essa retirada foi vista como um reflexo da nova visão dos EUA sobre a multilateralidade, que parece priorizar os interesses norte-americanos em detrimento da colaboração internacional.

Impactos e reações ao afastamento dos EUA

A decisão de se afastar de organizações que promovem a cooperação entre as nações ocorre em um momento em que a administração Trump também intensificou suas ações militares e ameaças, o que deixou aliados e adversários em alerta. A retirada do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, em particular, foi criticada como uma medida que compromete a liderança histórica dos EUA em questões climáticas e pode desencadear um efeito dominó, levando outros países a adiar suas próprias iniciativas de redução de emissões.

Além disso, a suspensão do financiamento a várias agências da ONU, como a Organização Mundial da Saúde e o Conselho de Direitos Humanos da ONU, reflete uma abordagem seletiva em relação ao pagamento das contribuições da ONU, priorizando apenas aquelas que alinham-se com a agenda de Trump. Essa postura não só reduz o apoio a importantes iniciativas globais, mas também tem consequências diretas para os projetos de assistência internacional que dependem do financiamento dos EUA.

Críticos da administração, como a ex-conselheira nacional de clima, Gina McCarthy, descreveram as ações de Trump como “miúdas e embaraçosas”, alertando que a retirada dos EUA de tratados e agências que promovem a saúde reprodutiva e a proteção do meio ambiente pode prejudicar a influência americana em investimentos globais e políticas internacionais.

Os impactos dessa política já são visíveis, com organizações não governamentais relatando o fechamento de diversos projetos em resposta ao corte de financiamento da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O afastamento dos EUA de instituições que promovem a diversidade e a inclusão é visto como um retrocesso em um momento em que a colaboração internacional é mais necessária do que nunca, especialmente em meio a crises globais como a mudança climática e a pandemia de COVID-19.

Conforme a administração Trump continua a revisar sua participação em organizações internacionais, o futuro da cooperação global permanece incerto, e muitos se perguntam sobre as consequências a longo prazo dessa estratégia de isolamento.

Fonte: www.france24.com

Fonte: President Donald Trump points to the crowd as he walks off stage after speaking to House Republican lawmakers during their annual policy retreat, Tuesday, Jan

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