Plutão: 20 anos de mistérios e descobertas sobre o planeta-anão

ns de terreno da sonda New Horizons da NASA

Reflexões sobre a reclassificação e novas investigações científicas

Vinte anos após ser reclassificado como planeta-anão, Plutão continua a surpreender cientistas com novas descobertas que desafiam nosso entendimento sobre o Sistema Solar.

Em 19 de janeiro de 2006, a NASA lançou a sonda New Horizons com o objetivo de explorar Plutão, até então considerado o planeta mais distante do Sistema Solar. No entanto, apenas alguns meses depois, em agosto do mesmo ano, uma convenção internacional de astrônomos decidiu rebaixar Plutão à categoria de planeta-anão. Esse rebaixamento não diminuiu o interesse científico pelo astro; pelo contrário, nas duas décadas seguintes, Plutão se tornou um dos corpos celestes mais estudados, com a sonda New Horizons fornecendo dados valiosos sobre sua geologia, atmosfera e composição.

O Impacto da Reclassificação de Plutão

A reclassificação de Plutão em 2006 foi influenciada pela descoberta de outros corpos no Cinturão de Kuiper, incluindo Éris, que tem uma massa similar à de Plutão. Segundo a Resolução da União Astronômica Internacional (IAU), um planeta-anão é um objeto que orbita o Sol, possui forma quase esférica, mas não consegue limpar sua órbita de detritos. Essa definição desafiou as percepções tradicionais sobre o que constitui um planeta e levantou questões sobre a classificação de outros corpos celestes.

Após a reclassificação, o interesse por Plutão não diminuiu. A missão da New Horizons, que levou quase uma década para chegar ao planeta-anão, resultou em imagens e dados sem precedentes que revelaram detalhes sobre sua geologia e atmosfera. A sonda passou a apenas 12,5 quilômetros da superfície de Plutão, obtendo informações sobre a presença de nitrogênio, metano e monóxido de carbono em sua atmosfera, bem como evidências de atividade geológica.

Novas Descobertas e Mistérios Persistentes

As investigações sobre Plutão continuam a revelar novos mistérios, como a intensa troca de matéria entre Plutão e sua lua Caronte, um fenômeno único que contribui para a coloração avermelhada dos polos de Caronte. Em 2017, a teoria proposta pelo astrônomo Xi Zhang sugeriu que a atmosfera de Plutão tinha um controle térmico que mantinha sua temperatura acima do esperado, desafiando a ideia de que o planeta estava completamente congelado.

Além disso, a possibilidade de um oceano subterrâneo em Plutão ainda é debatida entre os cientistas. As observações recentes indicam que a atmosfera do planeta se expande e contrai conforme ele orbita lentamente ao redor do Sol, levantando novas questões sobre sua dinâmica interna e a evolução do Sistema Solar.

Com 20 anos desde sua reclassificação, Plutão não apenas permanece um mistério fascinante, mas também se tornou uma chave para entender a formação e evolução das regiões externas do nosso Sistema Solar. Cada nova missão e observação traz à tona mais dados e perguntas, mantendo o interesse científico vivo e desafiando as definições que antes considerávamos definitivas.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: ns de terreno da sonda New Horizons da NASA

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