Detenção revela a complexidade do crime organizado na cidade
Uma mulher de 31 anos foi presa em Curitiba sob acusação de colaborar com um assassinato ocorrido em outubro de 2025. O crime, que vitimou dois homens, revela a organização criminosa envolvida.
A detenção de uma mulher de 31 anos em Curitiba revela um novo desdobramento em um caso de homicídio que chocou a cidade. Acusada de colaborar com o assassinato de dois homens em outubro de 2025, sua prisão ocorreu na quarta-feira, 7 de janeiro, e destaca a crescente preocupação com a atuação de grupos organizados na região.
O contexto do crime em Curitiba
O crime ocorreu na região do Sítio Cercado, onde Clayton Veloso e Carlos Eduardo Costa Marto foram mortos a tiros ao saírem de uma residência familiar. Segundo a polícia, a ação foi cuidadosamente planejada, com a participação de múltiplos indivíduos que desempenharam papéis distintos na execução do homicídio. O uso de um veículo com placas adulteradas e a maneira como o ataque foi conduzido evidenciam a premeditação e a organização da ação criminosa.
As vítimas foram surpreendidas por um grupo armando, que disparou contra elas. Um dos homens tentou escapar, mas foi alcançado e atingido por cerca de quinze balas. A outra vítima tentou se refugiar em um comércio próximo, mas não sobreviveu aos ferimentos, falecendo durante o transporte para o hospital.
A prisão e suas implicações
A mulher detida não foi identificada, mas sua participação foi considerada crucial para a execução do crime. De acordo com os investigadores, sua atuação incluiu auxílio logístico antes do acontecimento, acompanhamento dos criminosos durante a fuga e assistência na remoção de provas do local do crime. A presença dela em um ponto usado como base após os homicídios indica um envolvimento muito mais profundo do que se poderia imaginar.
As investigações avançaram com a coleta de imagens de câmeras de segurança, que documentaram desde a aproximação do carro até a execução dos disparos e a fuga dos assassinos. A polícia já expediu mandados de prisão para três outros suspeitos envolvidos, que permanecem foragidos. Os procurados são Leonardo Kosloski dos Santos, Renan de Lima Dugonski e Willian Rafael Nonato.
Este caso não apenas destaca a violência que permeia Curitiba, mas também a necessidade de um olhar atento sobre o crime organizado e suas ramificações. A participação de mulheres em ações criminosas, embora menos visível, revela um novo aspecto a ser considerado na luta contra a criminalidade. As autoridades continuam a investigar as circunstâncias e motivações que levaram a esse trágico acontecimento.
Fonte: www.parana.jor.br
Fonte: Fábio Dias/EPR
