Cantora fala sobre a presença feminina e a luta por oportunidades na música
Em entrevista, Paula Fernandes abordou a persistência do machismo no sertanejo e a necessidade de igualdade de oportunidades para mulheres no mercado musical.
A cantora Paula Fernandes, conhecida por sua trajetória no universo sertanejo, trouxe à tona uma discussão crucial sobre a presença do machismo no gênero musical. Durante o evento de lançamento da novela “Coração Acelerado”, da TV Globo, a artista não hesitou em compartilhar suas experiências e a luta por igualdade de oportunidades para as mulheres na música.
A importância da representação feminina no sertanejo
Segundo Paula, o machismo ainda é uma realidade no sertanejo, um dos gêneros mais populares do Brasil. Ela destacou que, embora haja avanços, como a crescente visibilidade de mulheres na música, o cenário continua dominado por homens. “Quando eu cheguei, o sistema estava todo preparado para homens”, comentou, reforçando que iniciativas como a novela são essenciais para abrir os olhos do público e da indústria para a força feminina.
Neste contexto, Paula enfatizou que a luta não é para tomar o lugar dos homens, mas para garantir igualdade de espaço e oportunidades. A presença feminina, segundo ela, não apenas diversifica o cenário musical, mas também encoraja novas artistas a seguir seus sonhos, criando um ciclo positivo de empoderamento.
Desafios enfrentados e a luta contínua
Questionada sobre sua experiência pessoal, Paula não hesitou em afirmar que ainda sente o peso do machismo em 2026. “Sinto”, disse. Ao compartilhar sua trajetória, a cantora mencionou que ocupa várias funções em seus projetos, incluindo produção e direção musical, funções que muitas vezes são vistas como dominadas por homens. “Quando eu assino um álbum como diretora musical, as pessoas me olham estranho. Por que teria que ser um homem?”, indagou, colocando em evidência a necessidade de uma mudança de mentalidade.
A artista também comentou sobre o reconhecimento tardio de seu trabalho nos bastidores da música. Embora sempre tenha exercido essas funções, o título de diretora lhe foi atribuído apenas recentemente. Essa desconexão entre o trabalho feito e o reconhecimento recebido é uma realidade que muitas mulheres enfrentam em diversas profissões, especialmente na música.
Além de suas conquistas, Paula ressaltou a importância da conexão com seus fãs, que a motivam a continuar sua jornada artística. “Eu respiro Paula Fernandes. Faço isso com muito prazer, porque tenho uma legião de fãs incrível que merece isso”, afirmou, destacando que a música é uma ferramenta poderosa de emoção e conexão.
A luta de Paula Fernandes não é apenas por seu espaço, mas por um futuro mais igualitário para todas as mulheres no cenário musical. Ao trazer luz a essas questões, ela contribui para um debate necessário sobre a igualdade de gênero na indústria da música, que ainda precisa de muitas mudanças para se tornar verdadeiramente inclusiva.
Fonte: portalleodias.com
