A situação de Horner e as complexidades do mercado de equipes na Fórmula 1
Ex-CEO da Red Bull, Christian Horner, pode enfrentar desafios legais antes de conseguir adquirir uma participação na Alpine F1, com a situação atual da equipe sendo complexa.
Christian Horner, ex-CEO da Red Bull, pode precisar aguardar até setembro deste ano para tentar seu retorno à Fórmula 1 por meio da equipe Alpine, apoiada pela Renault. Ele foi destituído de seu cargo em julho do ano passado, ao final do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, após um período de desempenho insatisfatório e um suposto desentendimento político dentro da equipe.
Desde sua saída, muitos rumores surgiram sobre qual seria seu próximo passo, com especulações apontando para uma possível volta à liderança de uma equipe. Aston Martin chegou a ser mencionada como uma das opções, especialmente após uma aparente tensão entre os engenheiros Adrian Newey e Andy Cowell. Contudo, o próprio Lawrence Stroll, chefe da Aston Martin, desfez essas conjecturas ao apresentar Newey como novo diretor da equipe para 2026.
Recentemente, fontes indicam que Horner estaria planejando uma aquisição minoritária da Alpine, mas a trajetória para isso não é simples. A estrutura acionária da equipe revela que, embora a Renault possua a maioria das ações, a Otro, que detém 24%, pode estar disposta a vender sua participação por cerca de $600 milhões. No entanto, conforme os estatutos da equipe, a Otra só pode vender suas ações com a aprovação prévia da Renault ou após três anos da adoção dos referidos estatutos. Esse embargo, em teoria, expira em setembro deste ano.
Isso significa que, para todos os efeitos práticos, Horner terá que esperar até o final de 2026 para tentar sua entrada na equipe e, consequentemente, retornar ao paddock da Fórmula 1. Apesar das especulações de que sua chegada à Alpine é uma possibilidade significativa, a equipe se apressou em desmentir esses rumores. Flavio Briatore, que assumiu as funções de diretor interino após a saída de Oliver Oakes, afirmou de maneira enfática que “não está considerando neste momento nada” referente a Horner. Ele acrescentou: “Christian não está mais na Fórmula 1. Espero que ele retorne em breve, mas, por enquanto, ele não faz parte dos planos da Alpine.”
Este enredo em torno de Horner ilustra não apenas as complexidades do mercado de equipes na Fórmula 1, mas também a dinâmica política interna que pode influenciar decisões cruciais. Com o término do embargo se aproximando, a expectativa é de que novos desenvolvimentos surjam, moldando o futuro não só de Horner, mas também da própria equipe Alpine.
Fonte: www.motorsportweek.com
Fonte: Christian Horner may have to wait to take a controlling stake in Alpine
