Impactos do El Ninõ na Saúde Pública e na Qualidade de Vida

Os Efeitos do El Ninõ estão cada vez mais evidentes, especialmente no que diz respeito à saúde humana. Cientistas alertam que as mudanças climáticas, exacerbadas por esse fenômeno, podem trazer consequências devastadoras para as populações em diversas regiões do Brasil. Entre as preocupações estão a transmissão de doenças infecciosas, como leptospirose, hepatite A e infecções gastrointestinais.

Uma pesquisa realizada pelo Aurora Lab em parceria com a More in Common Brasil, entre maio e setembro de 2025, revelou que 85% dos entrevistados afirmam que as mudanças climáticas já impactam suas rotinas diárias. Os principais reflexos incluem o aumento do custo de vida (53%), problemas de saúde física (45%), dificuldades de acesso ao trabalho (40%) e um agravamento da saúde mental (32%).

No Brasil, os Efeitos do El Ninõ variam conforme a região, podendo intensificar chuvas fortes, enchentes e ondas de calor, aumentando os impactos na saúde pública. No Sul do país, por exemplo, o fenômeno está associado a um excesso de chuvas, que leva a enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reforça a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica e a capacidade dos serviços de saúde para garantir assistência em eventos climáticos extremos. Viviane Hessel, infectologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, destaca que esses eventos não apenas causam danos materiais, mas também favorecem a disseminação de doenças infecciosas. A especialista alerta que a leptospirose pode ser transmitida através da água contaminada, especialmente quando as pessoas são forçadas a deixar suas casas em busca de abrigo temporário.

Além disso, o aumento das temperaturas intensifica problemas respiratórios e eleva as internações por desidratação, afetando especialmente os idosos. Esses fenômenos climáticos, conforme a pesquisa, apresentam riscos mais elevados para mulheres e pessoas com menor nível educacional, evidenciando como os determinantes sociais influenciam a saúde das populações.

As condições sociais têm um papel fundamental na capacidade de enfrentamento das mudanças climáticas. Indivíduos em situações de vulnerabilidade, como idosos, recém-nascidos e aqueles com comorbidades, enfrentam consequências mais severas, com maior necessidade de hospitalização e risco de complicações. O cenário se torna ainda mais preocupante à medida que os episódios de calor extremo se tornam mais frequentes, exigindo uma resposta urgente e eficaz para proteger a saúde da população.

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