Análise das recomendações para investidores do setor agrícola
Em janeiro de 2026, a Suzano lidera as recomendações entre as ações do agronegócio, enquanto a Cosan enfrenta desafios significativos.
O cenário do agronegócio brasileiro em janeiro de 2026 apresenta um panorama interessante para investidores, com a ação da Suzano (SUZB3) liderando as recomendações entre 17 analistas. A empresa, apesar de um recuo de 15,77% em 2025, obteve quatro recomendações, destacando-se em um contexto de volatilidade e incerteza econômica.
A Suzano no topo das recomendações
A Suzano, uma das maiores produtoras de celulose e papel do mundo, se posiciona como a ação favorita entre os analistas do setor agrícola. Seu desempenho em 2025, embora negativo, não ofuscou a confiança dos especialistas, que veem potencial de recuperação, especialmente com a expectativa de um ciclo de queda nas taxas de juros. Essa situação é favorável para empresas mais alavancadas, como a Suzano, que podem se beneficiar de um ambiente de crédito mais acessível.
Desafios enfrentados pela Cosan
Em contrapartida, a Cosan (CSAN3) apresenta um contexto mais desafiador. Com uma queda acentuada de 33,67% em 2025, a empresa, que opera em diversos segmentos, incluindo energia e logística, teve um ano marcado por mudanças significativas em sua estrutura acionária. A entrada de novos sócios, como o BTG Pactual, trouxe novas expectativas, mas o desempenho de sua subsidiária Raízen (RAIZ4), que enfrenta dificuldades financeiras, continua a ser uma preocupação. Os analistas apontam que a alavancagem da Cosan pode limitar seu crescimento a curto prazo, especialmente em um cenário de incertezas políticas, com as eleições presidenciais de 2026 à vista.
A Klabin e o futuro do agronegócio
Fechando o top 3 do agronegócio, a Klabin (KLBN11) recebe duas recomendações. A empresa, que se destaca na produção de papel e celulose, mostra resiliência em um mercado volátil. Além disso, a JBS (JBSS32) e a MBRF (MBRF3) contam com uma recomendação cada, com a JBS sendo vista como uma proteção dentro do setor, devido à sua posição consolidada e diversificação de produtos.
Expectativas de mercado
Os analistas do Bank of America (BofA) ressaltam que a recuperação dos papéis do setor pode ser impulsionada pelo ciclo de queda dos juros, que, historicamente, favorece o segmento de bens de consumo essenciais. A análise aponta que a redução das taxas beneficia empresas mais alavancadas, como a Cosan e a Raízen, que enfrentam desafios financeiros significativos.
Entretanto, o cenário eleitoral no Brasil gera incertezas. O BofA destaca que períodos eleitorais costumam aumentar a volatilidade do mercado e afastar investidores, resultando em desempenhos mistos das ações do agronegócio em pleitos anteriores. Portanto, os investidores devem estar atentos às movimentações políticas e suas possíveis repercussões no mercado financeiro.
Conclusão
O levantamento realizado pelo Money Times reflete as opiniões de 17 instituições de análise, que indicaram cinco ações com um total de 11 recomendações. O cenário para o agronegócio em 2026 é desafiador, mas também repleto de oportunidades, especialmente para aqueles que estão dispostos a navegar pelas incertezas políticas e econômicas. Com a Suzano liderando e a Cosan enfrentando desafios, o setor agrícola brasileiro continua a ser um campo fértil para investidores que buscam diversificação e potencial de crescimento.
Fonte: www.moneytimes.com.br
