Mudanças na Prefeitura de Curitiba enfraquecem Rafael Greca em meio a articulações eleitorais

Isabela Mayer/Secom

Desdobramentos políticos na gestão de Eduardo Pimentel e suas implicações

A recente mudança na Superintendência da Saúde em Curitiba evidencia um enfraquecimento da base política de Rafael Greca, em meio a suas articulações para a eleição de 2026.

A dinâmica política em Curitiba passou por mudanças significativas, especialmente com as movimentações na Prefeitura sob a liderança do atual prefeito Eduardo Pimentel (PSD). No centro deste turbilhão está Rafael Greca (PSD), ex-prefeito e uma figura proeminente nas articulações políticas da cidade. Recentemente, a saída de Juliano Schmidt Gevaerd da Superintendência Executiva da Secretaria da Saúde para outro cargo dentro da pasta, e a nomeação de Flavia Adachi, atual assessora de Desenvolvimento Humano, para o posto, acendeu um alerta sobre o futuro político de Greca.

O impacto das mudanças na saúde pública

As mudanças na Superintendência da Saúde não são meramente administrativas; elas refletem um reposicionamento estratégico de Pimentel, que busca consolidar sua própria base no governo. A saída de Gevaerd, que era considerado um aliado próximo de Greca, abre espaço para uma nova configuração na saúde pública de Curitiba. Esta manobra pode ser vista como um movimento para distanciar-se das antigas alianças que, até então, sustentavam a influência de Greca na gestão da cidade.

Essas alterações tornam-se ainda mais relevantes quando se considera que Greca está se preparando para uma possível candidatura ao governo do estado nas eleições de outubro de 2026. O enfraquecimento de sua base política em um momento tão crucial pode ter repercussões significativas. O ex-prefeito precisa não apenas reestruturar suas alianças, mas também se adaptar a um novo cenário onde seu papel de liderança está sendo contestado.

As articulações eleitorais em um ambiente hostil

Com a proximidade das eleições, as movimentações na Prefeitura tornam-se parte de um jogo político mais amplo. Rafael Greca, que já expressou seu interesse em concorrer ao governo do estado, agora se vê em uma posição mais vulnerável. A troca na Superintendência da Saúde pode ser interpretada como um sinal de que Pimentel está disposto a cortar laços com figuras que possam ser vistas como rivais em sua própria trajetória política.

Além disso, a mudança de Gevaerd para outra função na Secretaria da Saúde, enquanto Adachi assume a superintendência, traz à tona a necessidade de Greca de reconstruir sua estratégia eleitoral. Em um momento em que a política curitibana é marcada por alianças inesperadas e um clima de incerteza, cada movimento conta. O ex-prefeito precisa agir rapidamente para garantir que sua voz e influência não sejam completamente eclipsadas por Pimentel e sua nova equipe.

As articulações de Greca serão vitais para determinar não apenas sua posição nas eleições de 2026, mas também o futuro político do PSD em Curitiba, que enfrenta desafios internos e externos. Com as mudanças recentes, fica claro que a política na capital paranaense está longe de ser previsível, e cada decisão pode ter um impacto duradouro.

Fonte: blogdotupan.com.br

Fonte: Isabela Mayer/Secom

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