Caso expõe falta de recursos na unidade de saúde após fratura
Menino quebrou braço ao andar de skate e recebeu tala de papelão na UPA.
Na manhã de 9 de janeiro de 2026, um menino que quebrou o braço enquanto andava de skate foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro de Aldeia, no Rio de Janeiro. O atendimento, no entanto, levantou sérias preocupações sobre a qualidade dos serviços prestados na unidade, uma vez que, em vez de gesso, ele recebeu uma imobilização improvisada feita com papelão.
Falta de ortopedista e materiais básicos
Após o acidente, que ocorreu na noite anterior, os pais do garoto o levaram à UPA, onde foram informados de que não havia ortopedista disponível para realizar o atendimento adequado. Além disso, a equipe médica comunicou que não havia materiais básicos, como gesso, para imobilizar o osso quebrado. Essa situação deixou os pais preocupados e frustrados, já que o menino estava sentindo dores intensas e não recebeu nenhuma medicação durante o atendimento.
Imobilização improvisada e suas implicações
Imagens que circularam nas redes sociais mostraram a criança com o braço envolto em pedaços de papelão, sustentados por uma tipoia improvisada de gaze. O Ministério da Saúde explicou que, em situações de fratura não exposta, o uso de papelão pode ser uma solução temporária, mas enfatizou que isso deve ser apenas até que um atendimento adequado seja realizado. Essa prática, embora não recomendada, demonstra a urgência de melhores condições nas unidades de saúde.
Reação das autoridades de saúde
Em resposta à situação, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro emitiu uma nota informando que iniciará uma investigação sobre o caso. A Fundação Saúde, responsável pela gestão da UPA, destacou que a unidade não conta com atendimento especializado em Ortopedia e que tomará medidas para apurar os fatos com rigor. A secretaria reafirmou seu compromisso em garantir assistência de qualidade à população que utiliza as unidades de saúde.
O caso do menino de São Pedro de Aldeia é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitos cidadãos que dependem do sistema público de saúde. A falta de recursos e de profissionais qualificados pode comprometer a segurança e o bem-estar dos pacientes, especialmente em situações de emergência.
Conclusão
Casos como o do menino que saiu da UPA com uma tala improvisada de papelão ressaltam a necessidade urgente de melhorias nas unidades de saúde do Rio de Janeiro. É fundamental que as autoridades se mobilizem para garantir que todos os pacientes recebam o atendimento adequado e os materiais necessários para o tratamento de suas condições de saúde.
Fonte: www.metropoles.com
