Imagens da Nasa mostram expansão de supernova ao longo de 25 anos

Divulgação/Nasa

Registro inédito revela detalhes da supernova SN 1604 e seu impacto no espaço

Nasa divulga imagens raras da supernova SN 1604, mostrando sua expansão nos últimos 25 anos.

Imagens raras mostram a expansão de supernova SN 1604

Cientistas da Nasa divulgaram imagens raras da expansão de supernova, com foco na SN 1604, coletadas ao longo de 25 anos. A supernova, descoberta em 1604 pelo astrônomo Johannes Kepler, foi registrada pelo Observatório de raios-X Chandra, um telescópio espacial da Nasa, e as imagens foram apresentadas no dia 6 de janeiro de 2026.

A “expansão de supernova” refere-se à explosão brilhante de uma estrela no final de seu ciclo de vida, resultando em nuvens de gás e poeira que se dispersam pelo espaço. Os remanescentes da supernova SN 1604 estão a apenas 17 mil anos-luz da Terra, uma distância considerada relativamente próxima em termos astronômicos. Essa proximidade permitiu que os cientistas realizassem imagens detalhadas dos detritos e suas alterações ao longo do tempo.

Detalhes do time-lapse de 25 anos

O time-lapse apresentado pelos cientistas utilizou dados coletados em diferentes anos, incluindo 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025. Essas imagens revelam não apenas a expansão dos remanescentes, mas também como esse processo varia dependendo da densidade do gás ao redor. Enquanto algumas partes dos restos se movem a velocidades impressionantes de cerca de 22,2 milhões de km/h, outras se deslocam mais lentamente, a aproximadamente 6,4 milhões de km/h.

As ondas de choque geradas pela explosão também foram analisadas, com medições da largura e velocidade de deslocamento da parte mais avançada da detonação. Essas informações são cruciais para entender melhor o evento da supernova e seu entorno imediato, contribuindo para o conhecimento sobre o universo.

Importância dos remanescentes estelares

O registro da expansão da supernova é fundamental para compreender um processo essencial na formação de novas estrelas e planetas. A pesquisadora Jessye Gassel, responsável pela pesquisa, destacou a importância de observar os restos da estrela colidindo com material que já estava no espaço, o que fornece insights sobre a dinâmica do cosmos.

Além disso, a detecção do material remanescente só foi possível devido ao brilho intenso em raios X emitido pelos detritos da supernova, uma área de especialização do Chandra. Esse telescópio é capaz de enxergar esse tipo de luz no espaço, permitindo que os cientistas estudem fenômenos astronômicos de forma mais eficaz.

Por fim, essas imagens e estudos não só aprofundam nosso entendimento sobre supernovas, mas também têm implicações na compreensão da formação da vida no universo, destacando como os elementos dispersos pelas explosões estelares podem contribuir para a criação de novas estruturas no cosmos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação/Nasa

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