Estudo revela que oceanos acumularam quantidade sem precedentes de calor, impactando o clima global.
Em 2025, os oceanos acumularam a maior quantidade de calor já registrada, segundo estudo internacional.
Calor nos oceanos: recorde histórico em 2025
Em 9 de janeiro de 2026, um estudo apontou que o calor nos oceanos atingiu níveis recordes em 2025, com os oceanos globais acumulando 23 zettajoules de calor. Este fenômeno, liderado pela Academia Chinesa de Ciências e envolvendo mais de 50 cientistas internacionais, destaca a gravidade do aquecimento global.
Aumento sem precedentes na temperatura dos oceanos
Os dados indicam que a quantidade de calor registrada é a maior desde que as medições começaram, em 1955. Para se ter noção da magnitude desse aumento, 23 zettajoules equivalem a cerca de 200 vezes o total da eletricidade consumida no mundo em 2023. Essa informação foi divulgada na revista científica “Advances in Atmospheric Science”.
A pesquisa utilizou uma variedade de fontes de dados, incluindo instituições da Europa, Estados Unidos e Ásia, o que permitiu uma análise abrangente da saúde dos oceanos. O estudo identificou que o aquecimento é mais acentuado em áreas como o Pacífico Norte, o Oceano Antártico e o Atlântico Sul, que banha o Brasil.
Impactos climáticos do aquecimento oceânico
O aumento do calor nos oceanos tem implicações diretas para o clima terrestre. Ele atua como um regulador, absorvendo grande parte do calor e do CO2 do planeta. Contudo, quando essa capacidade é superada, ocorrem consequências preocupantes. O aquecimento excessivo pode provocar a elevação do nível do mar, intensificar chuvas e ciclones tropicais e aumentar a frequência de ondas de calor.
Além disso, a acidificação das águas e a diminuição do oxigênio ameaçam a sobrevivência da vida marinha, resultando em branqueamento de corais e outras consequências devastadoras para os ecossistemas aquáticos.
A necessidade de ação imediata
Os pesquisadores enfatizam que a constatação do aumento da temperatura nos oceanos ressalta a urgência de ações climáticas. Para mitigar esses impactos, é imperativo reduzir rapidamente as emissões de gases de efeito estufa. Apenas assim será possível garantir um futuro mais equilibrado para o clima global e a saúde dos oceanos.
A pesquisa é um alerta sobre a necessidade de políticas ambientais eficazes e compromissos globais mais rigorosos para enfrentar a crise climática. O futuro dos oceanos e, consequentemente, do planeta, depende da nossa capacidade de agir agora.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Andrew Merry/Getty Images
