Anvisa apreende lote falsificado de Mounjaro e outros medicamentos

A agência tomou medidas rigorosas para proteger a saúde dos consumidores

A Anvisa determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro, entre outros produtos irregulares.

Apreensão de lote falsificado de Mounjaro

A Anvisa anunciou, em 7 de janeiro de 2026, a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro, que é amplamente utilizado no tratamento da obesidade e diabetes. A decisão foi motivada por irregularidades que comprometem a segurança dos consumidores. O Mounjaro, cuja composição ativa é a tirzepatida, é um produto de alto valor terapêutico e, devido à demanda, tem sido alvo de falsificações.

Detalhes da operação da Anvisa

Após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil informar que o lote D838878 não foi fabricado pela empresa, a Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso do produto em todo o território nacional. A agência também destacou que o uso de medicamentos falsificados pode resultar em sérios riscos à saúde, incluindo substâncias desconhecidas e dosagens incorretas.

Outras irregularidades identificadas

Além do Mounjaro, a Anvisa encontrou irregularidades em outros medicamentos. Um exemplo é o Imbruvica, utilizado no tratamento de câncer, que teve três lotes considerados irregulares, após a farmacêutica Janssen-Cilag negar seu reconhecimento. Outro medicamento afetado foi o Voranigo, indicado para pacientes com tumores cerebrais, cujo lote foi recolhido após confirmação de que não era produzido pela empresa responsável.

Problemas com troca de embalagens

A Anvisa também relatou casos de troca de embalagens, que podem causar dosagens erradas ou uso inadequado. Um caso alarmante envolveu o Pantoprazol, que continha comprimidos de hidroclorotiazida, e o Alektos, que foi embalado incorretamente com a caixa de outro medicamento. Esses erros podem levar a consequências graves para a saúde dos pacientes.

Recomendações da Anvisa

Em resposta a essas irregularidades, a Anvisa recomendou que a população verifique cuidadosamente a procedência dos medicamentos, conferindo os números dos lotes e as datas de validade. A agência também alertou sobre a necessidade de adquirir produtos apenas em farmácias e drogarias autorizadas. Qualquer suspeita de falsificação deve ser comunicada imediatamente aos canais oficiais da Anvisa.

Conclusão

A Anvisa reafirma seu compromisso em proteger a saúde da população e ressalta que medicamentos de origem duvidosa não oferecem garantias de segurança ou eficácia. A atuação vigilante da agência é essencial para garantir a qualidade dos produtos disponíveis no mercado e proteger os consumidores contra fraudes.

Fonte: baccinoticias.com.br

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