Entenda as motivações por trás da sindicância instaurada pelo CFM sobre o ex-presidente.
O CFM instaurou sindicância após denúncias sobre assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apuração CFM sobre Bolsonaro: quem a pediu e por quê
Em 9 de janeiro de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) instaurou uma sindicância para investigar denúncias que levantam preocupações sobre a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As representações que resultaram na abertura da sindicância foram apresentadas por Luiz Carlos Ramiro Júnior, um cientista político exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pela deputada federal Bia Kicis.
Motivações para a investigação do CFM
O CFM, ao receber as denúncias, decidiu apurar a situação em resposta a mais de 40 representações, incluindo a de Ramiro Júnior. Este, ao se dirigir ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentou que o tratamento clínico de Bolsonaro poderia estar sendo afetado por intervenções inadequadas, o que poderia comprometer a autonomia médica e a saúde do ex-presidente.
Ramiro Júnior solicitou ao CFM uma avaliação técnica e independente sobre alguns pontos cruciais, como a qualidade do acompanhamento médico de Bolsonaro e se houve qualquer negligência ou pressão externa que pudesse ter impactado sua saúde. “Diante desse cenário, solicita-se que o CFM proceda à avaliação técnica e independente dos seguintes pontos: a) se o estado de saúde do paciente está sendo corretamente acompanhado e tratado de acordo com as melhores práticas médicas; b) se houve, por parte dos profissionais responsáveis, conduta caracterizadora de negligência, imprudência ou imperícia…”.
Resposta do CFM e suspensão da sindicância
O presidente do CFM, José Hiran da Silva, informou ao STF que a decisão de suspender a sindicância foi cumprida imediatamente, interrompendo os procedimentos administrativos que estavam em curso. Essa suspensão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, após a apresentação das denúncias. Até o momento da suspensão, mais de 40 denúncias formais haviam sido protocoladas, embora nem todas tenham sido encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).
A sindicância surgiu após relatos de que Bolsonaro teria caído da cama, o que gerou preocupações sobre a qualidade do atendimento médico que ele recebe enquanto está sob custódia. O CFM, então, se viu na obrigação de investigar se o atendimento prestado ao ex-presidente estava de acordo com os padrões éticos e legais requeridos na área da saúde.
O apoio de outras vozes na representatividade
Além de Ramiro Júnior, outras representações foram apresentadas, incluindo manifestações de jornalistas, tributaristas e procuradores que expressaram preocupações similares. A deputada Bia Kicis, em seu documento encaminhado ao CFM, também enfatizou que tanto o direito à saúde quanto à dignidade humana devem ser respeitados, independentemente do estado de custódia.
Ela escreveu: “Cumpre destacar que o direito fundamental à saúde e o princípio da dignidade da pessoa humana não são afastados pelo estado de custódia, impondo ao Estado e aos profissionais de saúde o dever de assegurar tratamento adequado…”.
Conclusão
A situação envolvendo a assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro continua sob vigilância. O cumprimento da determinação do STF demonstra a seriedade com que o CFM está tratando as denúncias, enquanto as autoridades avaliam a situação e a adequação dos cuidados médicos. A suspensão da sindicância não encerra a investigação, que permanece uma questão sensível no cenário político do Brasil.
Fonte: www.metropoles.com
